Um Cavalo no Telhado, Um Burro na Presidência

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Raimundo Goró

O “Jornal da Besta Fubana” é uma criação de Luiz Berto, especialista em generalidades, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer saliência digna de nota. Autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol, ensacador de fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e ex-cachacista. 

O Brasil sem ter comando
Virou de ponta cabeça
Por incrível que pareça
Tudo vai desmoronando.
No Sul enchente matando
No palácio, negligência
E o povo sem paciência
Vendo o país devastado;
Um cavalo no telhado
Um burro na presidência.

Quem votou em vigarista
Já sente o drama na pele
Hoje até quem fez o L
Vive triste e pessimista.
Quem elegeu comunista
Grita pedindo clemência
Diante da impotência
Desse ser degenerado;
Um cavalo no telhado
Um burro na presidência.

Só vive de fanfarrice
Viajando o mundo inteiro
Torrando o nosso dinheiro
Com tamanha canalhice.
Faz de fantoche o seu vice
Num amor de aparência
Nos conduzindo a falência
Deixando o pobre de lado;
Um cavalo no telhado
Um burro na presidência.

Hoje resta o sofrimento
Num pesadelo sem fim
Haja feno, haja capim
Pra cavalo e pra jumento.
Salário sem ter aumento
Greve sempre em evidência
Certeza só a ausência
De um governo fracassado;
Um cavalo no telhado
Um burro na presidência.

Originalmente Publicado no “Jornal da Besta Fubana

Raimundo Goró, Natal, RN

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