Rebatendo a Minoria Majoritária

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Dinho Ferrarezi


O “Cancelamento” é novo nome do Totalitarismo, ele massacra e tira empregos. A forma mais eficaz de calar uma pessoa e acua-la é tirar seu sustento.

O senso de urgência usado descabidamente da realidade torna nossas convivências cada vez mais distantes, resultando também em análises muito longe do factual.

Há quem diga que os avanços positivos são frutos da atual geração ou remodelações de pensamentos retrógrados. Será mesmo? É justo pensar que a libertação, a autonomia de certos grupos, slogans de supostas igualdades, tudo isso e mais um pouco, acontecem por conta desta infinita “resistência”?

Até quando vai esta luta, cada vez mais fragmentada e segregada? Uma pergunta assim eu sei que é um prato cheio para os “canceladores”, porém, quem cancela também promove. Afinal, um atleta negro ajoelhar e cerrar os punhos não levou mais negros para o esporte. Um artista gay gritando que venceu todos os obstáculos não levou mais gays para o meio artístico. Este segundo exemplo é muito significativo, principalmente, nesta guerra sem pé nem cabeça, quando assistirmos artistas “cancelando” outros artistas que saíram do armário político/ideológico. Ou seja, vivemos a era da minoria majoritária.

Pela lógica da bandeira do “Lugar de Fala”, Chico Buarque, deveria ser “cancelado” por escrever no feminino.

Existe um momento em que fica óbvio a ideologia deixando marcas em obras musicais. A canção “Mulheres de Atenas”, composta por Augusto Boal e Chico Buarque é uma delas. Boal acreditava tanto no poder ideológico da arte que chegou a escrever a síntese da música com sua ideologia no livro “Teatro do Oprimido”. Por ideias assim, uma música não é somente uma música. Esse é o caso da música “Mulheres de Atenas”. Ela foi lançada em 1976, durante o regime militar e feita por encomenda para a peça “Lisa, a mulher libertadora”. Esta peça foi uma adaptação feminista da comédia grega chamada “Lisístrata”, que foi apresentada em 411 a.c por Aristófanes no contexto da Guerra do Peloponeso.

Talvez seja por isso que a música faça tantas referências aos guerreiros. Seja pela história dessa canção ou pelo teor da letra, podemos afirmar que ela possui concepções feministas sobre a história das mulheres. A concepção feminista sobre a história das mulheres é de que a vida da mulher é sempre sofrimento. As mulheres estão sempre em desvantagem em todo o tempo e lugar, ser mulher é a pior coisa do mundo. Para falar sobre isso, o compositor Chico Buarque escolheu o mito do confinamento feminino na Grécia através da música “Mulheres de Atenas”. Este mito foi o primeiro tema desmentido e escolhido pelo historiador militar Martin Van Creveld no livro antifeminista, “Sexo Privilegiado”. Ele nos diz que não é assim que viviam as mulheres de Atenas. A maior parte da população era pobre e os pobres não podem se dar ao luxo de ficar só em casa.

Na obra em questão nos deparamos com referências sobre essas mulheres atenienses; “Na verdade as provas de que as mulheres trabalhavam fora do lar são esmagadoras. As gregas iam à fonte para buscar água ou lavar as roupas, trabalhavam como enfermeiras ou parteiras ou como cortesãs, artistas e prostitutas. Também recebiam salário para trabalhar no campo como vendedoras que fica claro pelo fato de a lei ateniense ter transformado em ofensa a censura a qualquer cidadão, homem ou mulher, que vendesse coisas no mercado. Aristóteles escreveu que era impossível e injusto impedir que as mulheres pobres saíssem, uma vez que elas não tinham escravos para acompanhá-las”.

Além disso, as mulheres também saíam de casa para consultar adivinhos, frequentar cerimônias religiosas, visitar tempos, organizar festividades, assistir teatro, participar de julgamentos, visitar as amigas, entre outros afazeres. Portanto, não é verdade que as mulheres de Atenas viviam reclusas. Em outro trecho da canção, Chico Buarque cantas que as mulheres “vivem para os seus maridos; geram para os seus maridos os novos filhos de Atenas”. Isso sim é relativamente verdadeiro, pois a função essencial das mulheres era mesmo a maternidade.

A função principal desta música é remeter a impressão de que a vida das mulheres de Atenas era pior se comparada com as dos homens atenienses porque as mulheres eram preparadas para o papel privado ou para a vida doméstica.

O feminismo trabalha com esta ideia constantemente de inferioridade social da mulher. Fala dos problemas das mulheres como se fossem os únicos existentes. Quando você não compara o sofrimento das mulheres com o sofrimento de todas as outras pessoas, você não está sendo honesto. A comparação e a dialética são boas conselheiras e fazem bem para a inteligência.

Cabe o exercício historiográfico de comparação entre os homens e mulheres desde a Grécia Antiga. Segundo o historiador e arqueólogo Pedro Paulo Funari, na obra “Grécia e Roma”, havia muita diferença. Ele nos diz: “Quando chegavam à adolescência, as meninas participavam de cerimônias que as preparavam para o casamento. As meninas de famílias com mais recursos podiam aprender a tocar instrumentos e dançar; já os rapazes começavam o treinamento para o serviço militar. O principal objetivo educacional ateniense era formar cidadãos capazes de defender a cidade ou cuidar dos assuntos públicos”.

Em outras cidades como Esparta, e educação agressiva começava muito antes da adolescência. “Nessa sociedade de ferro desde a mais tenra infância, os garotos eram formados como verdadeiros guerreiros submetidos a condições muito duras, tanto para o seu corpo quanto para o espírito. Os meninos espartanos tinham uma educação rígida e ficavam o tempo todo treinando para a guerra. Para aprender a suportar a dor os garotos eram chicoteados até sangrarem e eram ensinados a serem cruéis. Se a criança não fosse considerada forte e saudável, ao pai, era permitido que a criasse. Caso contrário, o bebê era jogado de um despenhadeiro. Aos 7 anos, todos os garotos deixavam suas mães e suas casas. Aos 20 anos, o homem espartano adquiria alguns direitos políticos. Aos 30 anos casava-se. Adquiria mais alguns outros direitos e certa independência. Entretanto, apenas aos 60 anos estaria liberado de suas obrigações para com o Estado”.

Plutarco, que viveu há dois mil anos e estudou na academia de Platão também escreveu sobre os meninos guerreiros. Ele disse: “Ensinavam a ler e escrever apenas o estritamente necessário. O resto da educação dos meninos visava acostumá-los à obediência, torná-los duros na adversidade e fazê-los vencer o combate. Quando cresciam um pouco não usavam mais camisa e nem podiam tomar banhos frequentes”. Dadas estas comparações fica impossível afirmar que a vida das meninas era pior do que a vida dos meninos. Os rapazes viviam muito ameaçados e muito oprimidos. Se você consegue ver isso, talvez, assim como eu, você não seja adepto da utopia feminista.

O valor da mulher ateniense estava no fato de ela poder gerar os novos filhos de Atenas, como bem disse Chico Buarque. Já o valor do homem estava em se dispor a morrer pelos outros. “Quando eles embarcam, soldados, elas tecem longos bordados”. É o que nos diz a canção “Mulheres de Atenas”.

O último trecho do livro de Pedro Paulo Funari, evidencia: “Morrem muitos jovens, boa parte deles guerreiros e parturientes. Pois guerras e partos eram importantes e valorizadas atividades sociais que frequentemente levavam à morte. As mortes consideradas mais honrosas eram a do guerreiro em luta e a da mulher que morria no parto”. De um justo ponto de vista, o que podemos dizer é que a vida de todos era muito difícil durante a Idade Antiga. O sofrimento era comum, sim, mas não era experimentado apenas pelas mulheres. Cada um dava à Grécia o que tinha de melhor. Mesmo sabendo que o paraíso na terra não existe.

Ao mesmo tempo em que Gregos e Troianos dominavam a região. Em sua canção, Chico Buarque faz referência a uma verdadeira mazela social da época. Ele canta; “As jovens viúvas marcadas e as gestantes abandonadas”. Neste trecho ele denuncia a pobreza dos órfãos, das viúvas e das mulheres solteiras. De fato, a fraqueza física das mulheres dificultava seu próprio trabalho e sustento. Viúvas, grávidas solteiras, crianças e idosos também eram considerados um peso e um estorvo na vida das pessoas. Se você assistiu ao filme “300”, provavelmente lembra daquela cena em que crianças com alguma deficiência eram assassinadas, jogadas de um penhasco. Mas, tudo isso mudou no primeiro século depois de Cristo. O cristianismo proporcionou um grande avanço na dignidade dos oprimidos. Primeiro, o cristianismo estabeleceu a caridade como valor cristão. E depois, acabou com o duplo padrão moral.

Falando em música e história, o sofrimento desses rapazes desperta uma outra canção, “Guerreiro Menino”, do artista Gonzaguinha. Na obra, ele menciona o drama das cobranças sociais impostas ao sexo masculino desde que o mundo é mundo. E, como o Paraíso foi citado, vale lembrar alguns trechos de textos bíblicos que também foram escritos na Antiguidade, valendo a reflexão. No livro de Tiago, capítulo 1, versículo 27, a Bíblia diz que “A verdadeira religião é cuidar dos órfãos e das viúvas”. No evangelho de Mateus, capítulo 19, versículo 14, Jesus diz: “Deixai vir a mim as criancinhas”. Na carta aos Efésios, capítulo 5, versículo 21, a Bíblia diz: “Maridos, amai vossas esposas como Cristo amou a igreja”.

A igreja espalhou asilos, hospitais, orfanatos por todo o mundo. A igreja popularizou o sentimento de misericórdia pelo mais fraco. E o dever de cuidar e servir. Um trecho do capítulo sobre a Alta Idade Média que está no importante livro “História da Vida Privada”, uma coleção dirigida pelos historiadores franceses Georges Duby e Philippe Ariès, lançada em 1985. O livro nos conta que mesmo na época de Jesus e após o advento da Igreja, continuavam existindo práticas contra as crianças. Mas, vejamos o que diz o autor: “Na verdade, mesmo que essas práticas pagãs relativas às crianças, sobretudo o enjeitamento, continuassem a existir, o fato de largar na porta de uma igreja um bebê ainda sangrento, não mais acarretaria sua morte. Em geral, a criança era bem acolhida, confiada às amas entre os ricos e amamentada até os três anos. Essa proteção da criança se manifestava até de maneira paradoxal em caso de guerra. Esse bem precioso, tão precioso quanto a mulher”.

Seguindo a métrica desses que recusam o contraditório, resultando em “cancelamentos” e linchamento moral, esta armadilha do pensamento, garantindo através do discurso apocalíptico um lugar quentinho na bolha, fazendo com que a política e a perseguição aos pensadores causem um verdadeiro tribalismo, apropriando-se, principalmente, dos frágeis, temos possibilidades de cancelamentos póstumos à vários artistas populares da música brasileira.

Cássia Eller, deveria sofrer o “cancelamento” por se recusar a levantar bandeira LGBT.

Renato Russo, deveria ser cancelado por não colocar sua sexualidade à frente da Legião Urbana. E vale ressaltar, o movimento LBGTQI+ não cita ou desconhece o seu disco “solo” The Stonewall Celebration.

Flávio Basso, mais conhecido por Júpiter Maçã ou Júpiter Apple, deveria ser cancelado por algumas letras direcionadas à mulher, composições engendradas, segundo a cartilha da “juventude antenada – politicamente correta”, como machistas.

Geraldo Pereira, através da composição “Bolinha de Papel”, composta em 1945. Sem chances de escapar dos “canceladores”, bastava o verso; “Tiro você do emprego e dou-lhe amor e sossego”.

Ataulfo Alves e Mário Lago, cantando “Amélia que era mulher de verdade”, estariam no rol de “cancelados” ícones.
Dorival Caymmi, expôs muito bem em palavras de amor, na música “Nem eu”, um amor de cooperação, não pela relação de poder homem x mulher. Feministas com lugar cativo no time de “canceladores” não curtem tal passividade.

Vamos refletir um pouco mais pelos que ainda cantam e encantam multidões em vida:

Roberto Carlos, ou melhor, o Rei Roberto Carlos, pode a qualquer momento ganhar o selo “Cancelado” por ainda não ter escrito uma música direcionada à uma transexual.

Ney Matogrosso, deveria ser “cancelado” por afirmar que sua primeira aceitação sexual ocorreu ao visualizar dois homossexuais namorando no exército.

Erasmo Carlos, conhecido carinhosamente no meio artístico como Gigante Gentil, mereceria um “cancelamento” pela composição “Mulher, Sexo Frágil”, em parceria com sua mulher Narinha, no ano de 1981.

Gilberto Gil, recém ocupante de uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, teria que mudar no mínimo o título da faixa “Super Homem”.

Djavan, compôs em 1976 a linda canção “Flor de Lis”, inspirado por sua admiração ao sagrado poder da maternidade. Sabemos que o grupo de “canceladores” está composto por várias feministas, logo, o músico estaria marcado e banido.

O “Cancelamento” é novo nome do Totalitarismo, ele massacra e tira empregos. A forma mais eficaz de calar uma pessoa e acua-la é tirar seu sustento. E, aqui, não cabe reforçar o capitalismo selvagem. A maior selvageria é a crença da ideia certa, por tão assertiva na roda viva de pobres cenográficos do Leblon à Vila Madalena, tais ideias viraram sagradas ao ponto de não serem discutidas.

Como pode a maior emissora do Brasil, simplesmente, excluir a atriz Regina Duarte do especial sobre os 70 anos da teledramaturgia brasileira? Regina, com todo seu talento, foi a namoradinha do Brasil, agora por questões políticas, embora sua breve participação no governo em exercício tenha sido de cunho técnico, a atriz tornou-se para o corpo de artistas e produtores uma vilã da vida real.

Para quem, assim como eu, ainda se diverte com as novelas, acompanha uma personagem de 50 anos tendo um affaire com um jovem de 20 anos, na atual telenovela das 21 horas, “Um Lugar ao Sol”, escrita por Lícia Manzo. No núcleo em que se encontram Rebeca, interpretada por Andrea Beltrão, e Felipe, interpretado por Gabriel Leone, verificamos que o assunto virou debate como se fosse algo extremamente inédito na TV. O fato é que não existe novidade na temática, muito menos em novelas e séries. Basta lembrar, Chiquinha Gonzaga em minissérie Global, interpretada, nada mais e nada menos, por Regina Duarte, namorando um garoto de 16 anos, interpretado por Caio Blat, em sua estreia na Rede Globo, em 1999. Percebam: Trama de época, baseado em história real e como mero entretenimento televisivo. Algum choque?

A cultura pop ajuda aproximar esse debate (no melhor sentido da palavra), afinal, debates deveriam servir para o progresso e não para destacar vencedores. Os mais céticos riem da situação, muitas vezes com razão, com a justificativa de que este assunto é coisa de burguês sem boleto vencido. Podemos concordar, sim. Eu analiso com cautela pelo notório mercado que compra estas ideias embaladas de “progressistas”, e quem na ponta está comprando o perfume é o trabalhador médio.

Para o mercado está tudo bem. Nada mau uma mídia espontânea.

Manada travestindo o ódio por justiça social, assim o capital gira e as receitas aumentam. Quando a diversidade é empurrada goela abaixo perde-se a essência. Em muito devemos lembrar um caso emblemático, a exímia escritora Rachel de Queiroz, autora de diversos clássicos literários, após ser convidada para uma reunião com o Partido Comunista Brasileiro, decidiu anular alguns escritos ao se recusar a tratar sua arte como instrumento. Rachel, que era filiada ao partido, foi instruída a modificar a austeridade de suas personagens, alocando-as em grupos identitários, recebendo sugestões ou imposições, em que pobres deveriam ser inseridos no bom mocismo, ricos como vilões, negros como oprimidos e brancos como opressores, e mais uma série de cantineira anti-literatura. “Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas”, dizia Rachel de Queiroz.

Discussão de inclusão sempre implicou a exclusão. O ativista por profissão retira o protagonismo das personagens pela cor da pele, ou seja, aqueles que batem no peito para ecoar o antirracismo são os mais radicais e mais racistas, pois o tom da pele virou prioridade, excluindo o talento e o trabalho em si do artista.

A atmosfera falaciosa está no mundo todo, sendo plausível não confundir globalização com globalismo. No campo do segundo, questões econômicas em diversas esferas da sociedade foram muito bem examinadas por Thomas Sowell, no Livro “Fatos e Falácias da Economia”:

“Taxas cada vez maiores de casamentos entre raças reduziram a relevância biológica de diferenças raciais, mesmo com o aumento da relevância política. A taxa de casamentos entre raças para os negros estava pouco abaixo de 1% em 1963, mas era de 12% em 1993. O censo de 1990 mostrou que pouco mais de um quarto dos casamentos de norte-americanos descendentes de japoneses eram inter-raciais, assim como 60% dos casamentos de indígenas norte-americanos. Entre os judeus norte-americanos, a taxa de casamentos entre raças aumentou para 57% no período entre 1985 e 1990. Ainda assim, esses foram anos de tendências de “identidade” raciais ou étnicas cada vez mais gritantes”.

A discussão inócua ou rasa, é a associação, independente do contexto, de criminalidade e violência:
“A história da criminalidade e da violência entre negros contradiz muitas crenças bastante difundidas sobre suas causas. Pobreza, desemprego e discriminação racial costumam ser listados entre as principais “causas arraigadas” de revoltas e outros tipos de criminalidade entre negros. Muitos estão tão convencidos disso que não veem nenhuma razão para examinar o registro histórico dos fatos”, afirma Sowell.

A criminalidade entre negros norte-americanos, assim como entre os brancos, diminuiu durante vários anos antes da década de 1960 – com suas leis de direitos civis que se tornaram marcos e seus programas de “guerra contra a pobreza”. Mas foi durante essa década que os índices de criminalidade dispararam tanto entre os negros quanto entre os brancos, e foi exatamente depois da aprovação das leis históricas de direitos civis que os negros começaram a se revoltar em cidades do país inteiro. Poucos dias depois da aprovação da Lei de Direitos de Voto de 1965, teve origem, no bairro negro de Los Angeles conhecido como Watts, a primeira das centenas de revoltas que assolariam cidades no país inteiro ao longo dos quatro anos seguintes. Essas revoltas não começaram onde os negros eram mais pobres ou mais oprimidos, que ainda era o Sul.

A sobrevivência da humanidade sempre dependeu da cooperação e não da guerra de sexo ou raça. Infelizmente, as palavras homem, mulher, branco e preto se tornaram um problema, enquanto na realidade nua e crua, o problema é a pobreza da alma. Afinal a alma está no corpo e não o contrário!

Dinho Ferrarezi, de Juiz de Fora, MG, é jornalista e Livre Pensador!

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Genecy de Souza
Genecy de Souza
12/02/2024 2:14

Ouvi a música Mulheres de Atenas quando adolescente, no ano em que foi lançada. Sinceramente, nunca fui (ou procurei ir) além da letra em si, pois a historinha contada me bastava àquela altura.
Passados tantos anos, e pelas voltas que o mundo deu desde 1976, percebo agora, salvo outro entendimento, que a composição de Chico e Bola é agora, graças ao ótimo texto, uma caso de desinformação histórica.
Só não sei se a falha cometida pela dupla de compositores foi por ingenuidade ou de caso pensado.