Barata Cichetto – Pornomatopéias

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SINOPSE:

Quando se tem um livro com um título estranho feito esse, a primeira coisa a fazer é colocar o significado da palavra, retirado dos dicionários. Mas nesse caso, como a palavra “Pornomatopéias” não existe, ou ao menos não existia até 2019 quando eu a criei, tenho que me dar ao trabalho para discorrer sobre ela, que, aliás, é censurada no Facebook.

“Porno” vem de “pornografia”, que significa, entre outras coisas: “material contendo descrição ou exibição explícita de órgãos ou atividades sexuais, com o objetivo de estimular a excitação sexual.” Já a segunda parte da palavra, que vem de “Onomatopéia”: “formação de uma palavra a partir da reprodução aproximada, com os recursos de que a língua dispõe, de um som natural a ela associado; onomatopoese. (p.ex.: pum, tique-taque, atchim, chuá-chuá, zum-zum etc.). Portanto, essa nova palavra significa simplesmente algo como “uhnnnnn”, “maaaaaaaais”, “nãopaaaara”, “tesããããããooooo”, “yesyesyes” e outras, que estou certo que o dicionário oral e visual do Xvideos explica muito bem.

No caso deste livro, que tem por subtítulo um nome gigante, como eu sempre adotei na maioria dos meus livros: “A Poesia Em Crônica e a Crônica Poética Ou Ainda a Poesia Crônica e a Prosa Poética de Um Poeta Que é Cronista e de Um Cronista Que é Poeta Num Tempo Em Que a Poesia é Um Caso Crônico de Suicídio Por Luiz Carlos Cichetto Também Conhecido Por Barata, o Provocador”, tratam-se do que pode ser definida simplesmente como poesia em prosa, embora alguns críticos possam chamar de “crônica”. Chamem eles do que quiserem, mas creio que a prerrogativa de definir o gênero é do autor. E se eu digo, pouco me importam os críticos, que nem compram os livros, e só elogiam quando são bem remunerados.

E eis que, então, “Pornomatopéias” é um jogo, uma brincadeira com palavras, e o convido a jogar, encarando cada um dos duzentos e vinte e dois textos como peças de um quebra-cabeças, num jogo em que não há vencedores… Ou melhor, ambos, autor e leitor, ganhamos. Esta é a segunda edição deste livro, mas não por esgotamento da primeira, que publicada pela Amazon Books em 2019 vendeu a quantia incrível de 2 (dois) exemplares. Que sorte a desses compradores, que terão algo caro depois de 50 anos que eu morrer.

Na última parte deste livro, constam textos com o título genérico de “Coronarianas”, que escrevi em 2020, escrevi durante a loucura da tal de “Pandemia”, que foi muito mais que um problema de, como disseram “emergência sanitária”, e se tornou realmente uma crise humana, já o uso político, aliado à paranoia das pessoas, ao contrário do que se pregava, que nos deixaria “mais humanos, se provou o contrário. Escrevia esses textos quase diariamente, mas separei apenas os que mantém a ideia deste livro, que é o de mostrar “crônicas poéticas”. Estão sem data, diferentemente de todos os outros textos meus, estava tão depressivo que mal conseguia fazer as coisas que sempre fiz. Só lembro que foi no auge, entre Março de 2020 até meados de 2021.

Por auto-definição, considero-me não um escritor ou poeta, mas como “Artesão de Palavras”, pois gosto de pegar palavras soltas, abandonadas, jogadas ou que, como num quebra cabeças se encaixam, e com elas construir meus brinquedos.

Para este livro, usei um formato diferente, quadrado e com exatamente 20 x 20 cm, e… 220 páginas. Gosto de brincadeiras com números, além das letras, claro!

Que, então, comecem os jogos.

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Pornomatopéias
Barata Cichetto
Poesia em Crônica / Crônica em Poesia
UICLAP – 2021
220 Páginas
20 × 20 × 1,2 cm

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