São os deuses astronautas?

Charles Burck

 – MEMBRO FUNDADOR 

Há feras sentadas na varanda, definindo os limites do homem

Caminho pela bainha do mar, molho os pés e sinto o faro e os olhos de cio nas minhas costas 

O espaço livre, uma gota se sentindo mar

O faqueiro de prata de minha mãe brilha na janela, o tigre da moldura tem seus próprios sonhos 

Os olhos e os dentes inexoravelmente sangram, a mesa posta sem jantar 

Os panos de renda diluíram-se nas palavras, o roto, o puído tempo que se escasseia 

Já fomos nobre entre os pobres e pobres entre os homens, tivéssemos, homens e textos a representar, eu seria livre 

Destruiria as perguntas e privilegiaria o olhar

Dorme assim acolhida entre as sobrancelhas, e o ar grave do dias de hoje, 

Todos o sistemas fracassaram e os homens pagam entradas para verem as suas derrotas, 

As desgraças pedem delivery pelo telefone e as naves chegam

e as feras sobrepõem-se a nós e vigiam as nossas almas 

 

 
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