[Tudo que tenho são terras medievais]

Lu Genez

 – MEMBRO FUNDADOR

Tudo que tenho são terras medievais

insuportavelmente frias

irremediavelmente áridas,

sem nenhum fogo abrasador;

Teu inverno é rigoroso demais

O corpo que já não me cobre a pele

Não se veste de gozo algum.

 

Silêncio e ausências queimam

Deixam dores de adeus

Marcas, num lugar que já foi sol.

 

Meu inferno é não te ter dentro

Dando qualquer calor arrependido

Teus olhos, solos inférteis de amor.

A primavera ainda demora a começar

Tem muito gelo aqui.

Os ventos atravessam frestas

Cantam memórias de um outro lugar.

 

03\01\2020

 
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