[Tudo que tenho são terras medievais insuportavelmente frias]

Lu Genez


Tudo que tenho são terras medievais insuportavelmente frias

Irremediavelmente áridas,
Sem nenhum quente abrasador

Teu inverno é rigoroso demais
O corpo que já não me cobre a pele
Não se veste de gozo algum.


Silêncio e ausências queimam

Deixam dores de adeus

Marcas, num lugar que já foi sol.


Meu inferno é não te ter dentro
Dando qualquer calor arrependido
teus olhos, solos inférteis de amor

A primavera ainda demora a começar

Tem muito gelo aqui

Os ventos atravessam frestas

Cantam memórias de um outro lugar.

 
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