[Teus versos mal ditos jorram quente]

Lu Genez


Teus versos mal ditos jorram quente
Sobre a minha nua pele fria
Um contraste na temperatura da língua
Tão perto e tão longe da boca
Afogados na distância das vontades silentes
Salientes desejos de pele
Não reconhecem reza, nem juízo
Vivem no quente do pecado jocoso
Dos lábios encontrados.

Dizem que pelos se arrepiam ao frio
Só que é no meio, o seu alvoroço
O atrito, a fricção, a carne esfregada
As palavras ditas, não ditas, sussurradas,
Vistas nos olhos de um delirio
Escrita selvagem, num cavalgar sem rédeas.
O grito, o urro, o gemido
E todas as suas indecências,
Poesia.

 

10\01\2020

 
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