[Tão devastadoramente íntimo]

Lu Genez


Tão devastadoramente íntimo
é o  trepar das nossas coxas
a  confusão de línguas
O tatear das papilas
a textura chupada, devorada, corrompida
O gemido entregue denunciando o prazer do corpo.

Me ver nos teus olhos de cobiça
Sentir a libido confundindo as veias
Tomando o sangue e esquentando a virilha.
Minha carne está viva,  queima, arde, reclama,
tem vontades de foda, sede e fome.

Tua boca me come, sem sequer tocar a pele
Diz bobagens, acende um prazer começado
Antes da nudez promíscua, luxuriosa e obscena
Enrijeço a cada detalhe teu.

Nos tomamos com ganância, urgência
Sem voltas ou arrependimentos,
Sem palavras desnecessárias na boca
Onde só a língua diz sobre o gosto suculento entre as pernas.

O melhor dos martírios é o que encontro no final desse gozo.
Arrependo me das horas, em que não te fiz dama,
Tão puta tão nua tão minha.

 
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