Poesia: Barata Cichetto – Suplício de Tântalo

Barata Cichetto

Sou o vândalo que vomita nas massas dos bolos

O tântalo que rouba o vinho das taças dos tolos.

Dou aos deuses a fome, não a carne de crianças

E conto seus segredos aos donos de esperanças.

 

E sou um imortal punido com a humana maldade

Pois há distancia entre o ungido e sua iniquidade.

E se um deus é meu pai fui eu parido na escuridão

Pois entre o cume e as profundezas há a podridão.

 

Quatro cantos meu cantar, quatro olhos a besta

E tem duas bucetas a puta que fodo toda sexta.

Tão distante e tão perto há o limiar da profanação

E tão perto, mas distante a ciência da condenação.

 

De dia sou o tântalo que testa a existência divina

Mas na noite resta o cheiro de esperma e cocaína.

Dos deuses não entendo sobre as picas e as bundas

Mas roubo-lhes virgens e sirvo-lhes as vagabundas.

 

16/08/2014

 
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