[Só tenho certezas de que não tenho certeza de nada]

Lu Genez


Só tenho certezas de que não tenho certeza de nada

Neste momento, minha têmpora direita lateja, me lembra de dores incômodas

E a bolinha verde segue sua trajetória até o encontro da boca do cachorro.

Ele parece feliz.

A frequência cardíaca normal, em repouso, varia entre 60 e 100 batimentos por minuto.

Todos os sinais vitais perfeitos, sigo viva

É dia 28 de dezembro, eestou tentando escrever algo, minimamente interessante.

 

12,24,31,00,19

01,01,01,01,20

Estamos todos num caminho sem voltas de menos

Nenhum retorno à vista,

Talvez um pouco de lembranças poeirentas e moldadas na medida do agrado,

Ou as que nos maldizem sobre sua existência.

São só números

O segundo seguinte

Felicidade em contagem regressiva a ser explodida num céu

Gotas borbulhantes em copos distintos

Que é pra fazer rir, cócegas de nariz.

O calendário convenciona que se é época de desejos

Hora de começar a esperançar, simplesmente.

 

Depois que a festa acaba

Sobra o lixo e a ressaca

E toda nossa sóbria existência

Os olhos sobre o espelho

Um acaso, um ocaso,

uma pegada qualquer, a se deixar um rastro

Das nossas escolhas.

 
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