[Sempre morríamos antes de adentrar o mar]

Charles Burck

 – MEMBRO FUNDADOR

Sempre morríamos antes de adentrar o mar, 

Ficamos estendidos na areia como duas conchas sem ninguém a habitar, falaste-me do frio da tua terra e abri o peito para te dar calor,

Um leito de longas histórias sem tempo de serem contadas, Volta e meia corríamos na areia para fugir do sério, 

Para rir de nada e chutar as ondas, 

Senti a fome de ti em todos os abraços, aos corpos molhados esqueci-me das margens propostas de segurança,

Mas o mar avança sem pedir licença, sempre me excitavas a chegar mais perto para poder fugires depois, 

Fossemos ainda esse mar de noites plenas, eu te forjaria estrelas de enfeitar os cabelos, 

Tivesse sido ainda teu regaço de luas de marés cheias, eu deitaria a cabeça de cansaços inventados para dormir sonhos acordados, onde o melhor ali sempre acontecia, 

Quem sabe um dia… as marés tragam notícias de lá, de um tempo onde éramos apenas um ensaio de vida 

Onde os medos, sabíamos existir, mas eram matéria de quem se continha, 

Hoje as histórias guardam quase tudo em segredos, puxo da memória, mas ela me protegem da dor, 

Sou coadjuvante dentro de mim, um enredo forjado nas marés mais bonitas, uma intriga de sereias e caminhos mal contados,

O imprevisto não aconteceria, na síntese de uma vida que acontece bem ali, do outro lado do oceano

 
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