Sangre Latrino (a grind poetry)…assim falei com Zaratustra

Renato Pittas

 –  MEMBRO FUNDADOR 

se escorre do sangue a alma

então diga a todos

que todas as cores

traduzem o vermelho

 

e nem sempre

a anima mundis

colore de rosa

as panteras

 

escorrem das pernas

hemorrágicas balelas

sempre-livres a clamar

pelos obês e os abás

 

quando as luzes se apagarem

Não me diga que não posso,

me deixa entrar

se minha alma é vermelha

no teu sangue quero nadar

 

E com meu cabinho

te marcar de azul,

cor de rosa.

sei lá talvez com lacinhos

furta cor.

 

hei de endurecer-me nesta ternura

multicor, me lambuzar no rubro odor

no compasso do beija-flor

e te beijar aonde a boca for.

 

Do triangulo das bermudas

até o sul do equador

daqui segue o navegador

ao norte do ancorador leste

para as latrinas de buda-peste.

 
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