[Que venha a noite com seu escuro manto]

Lu Genez


Que venha a noite com seu escuro manto

Que se apodere do céu e de todos os nossos silêncios

E em meio ao breu, e as luzes das estrelas anãs,

Que se faça esquecer as verdades inquetantes de hoje

Do grito saltado da garganta

Do amargo das não despedidas,

Impedidas de mãos piedosas.

Ainda é tempo de reza, de se acreditar na voz palpitante

Dos valentes de espírito.

Que se venha a noite, e roube a voz do desespero das mortes

devolva o brilho do olho de um amanhã.

No amansamento dos corações aflitos

Por restias de sol.

Que a fé que nos ampare em seus longos braços de mãe.

É a pequenez dos homens espelhada nesse chão.

Que o escuro, acalente os sonhos em travesseiros de plumas

Acolha as incertezas do caminho,

Faça-se acreditar que os ventos levem

Todos os males daqui.

Que não se perca a consciência dos passos

Confundidos em tantas manchetes de jornal.

Há de se abrir a janela

É só mais um dia de viver.

 
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