Poesia: Lu Genez – [Quando meu corpo fundido ao teu]

Quando meu corpo fundido ao teu, se fragmenta em todos os pedaços de mim,
Cada célula um ser único,átomo íntimo

em êxtase profundo
Um orgasmo um gozo
Um extravasar de corpo.
A alma suspensa, apensa
De outras mulheres.
Papéis riscados na pele
Loba fêmea felina
Cadela dama no cio.
Um gemido um ronronar
O urro entrecortado no sorriso indecente
Da puta na cama.
Crua nua tua.

Aos dedos entrelaçados
Antes do cravar na carne
Tatuar segredos da glande,
Em sêmen jorrado
Que cheira o cheiro
Que explode na boca.
Nas línguas travessas,  que correm nas virilhas.
E a flor depravada deflorada
Solta o aroma úmido do seu sexo
Que entranha nas narinas e
Se reconhece o gosto.
Saliva lateja pulsa.
Invade penetra entra afunda
Suspira geme grita sente
Fome fode come.

Lu Genez, Curitiba – PR
Curitibana, divorciada, aposentada, 52 anos, sem filhos, dois cachorros e com um monte de história por escrever. Bacharel em Ciências Econômicas e ex bancária. Responsável pela coluna Êxtase no blog Oceano Noturno de Letras e com participação em 04 antologias poéticas, todas publicadas pela INDE. Textos selecionados pela Editora Marginal – Liberty Agridoce e Revista Literária Travessa em Três Tempos.

 
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2 Comentários
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Magali

Que fantástico 😍👏👏👏👏

Lu genez

Obrigada poeta…. Bjs.

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