Poesia: Lu Genez – [Quando mato a minha fé nos homens]

Quando mato a minha fé nos homens 
Também morro, cerro os olhos
Passo em passamento. 
Só não sei ainda de que forma
Se pacata ou violentamente, me foi tirada a vida.
Não sei se por acidente,
Ou morte natural.
Previsível .

Me enluteço empobreço
Eles insistem no caos
Espalham se as sentenças.
Cumpram se as ordens
Desses Deuses, pobres de honra.

O negror em que me deito
Passa me aos olhos feridos 
Repousam em minha alma
Me estendem as mãos.

Sigo, cúmplice
Em silêncio velado
Nessas palavras mortas fúnebres 
Acompanhadas sepultadas,
Junto ao que segue agora morta,
Minha fé.

 

20 de Abril de 2018.

Lu Genez, Curitiba – PR
Curitibana, divorciada, aposentada, 52 anos, sem filhos, dois cachorros e com um monte de história por escrever. Bacharel em Ciências Econômicas e ex bancária. Responsável pela coluna Êxtase no blog Oceano Noturno de Letras e com participação em 04 antologias poéticas, todas publicadas pela INDE. Textos selecionados pela Editora Marginal – Liberty Agridoce e Revista Literária Travessa em Três Tempos.

 
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