Poesia: Barata Cichetto – Poesia Bosta

Barata Cichetto


Ontem, relendo meus poemas, chorei bastante

Nunca leio poesia, a arte esnobe e inconstante

Mas chorei como nunca faço apenas por pena

Do tempo perdido com tanta bosta cantilena.

 

Poderia sem receio, no auge da minha vaidade

Ficar contente com tanto escrito sem qualidade

Pensando que é por expurgar as minhas culpas

Mesmo sabendo que são apenas belas desculpas.

 

Ontem eu vomitei ao ler tanta porcaria escrita

Muita ilusão contida numa arte inútil proscrita

E fosse eu um ditador mandaria proibir tal arte

Ou mandaria que poetas se fossem para Marte.

 

Mas fosse eu artista, de renome e com sobrenome

Ficaria contente com tanto dinheiro no meu nome

E em meio a tanta bosta, ainda tenho essa merda

Sabendo que a poesia não é riqueza que se herda.

 

03/05/2015

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