[Pobre dos mortos a escavarem as próprias sepulturas]

Charles Burck

 – MEMBRO FUNDADOR 

Pobre dos mortos a escavarem as próprias sepulturas, 

Quando as cinzas das horas já se havia queimado

Pensa-se a humanidade condenada, enquanto ainda está sendo julgada pelos seus próprios erros 

Mas há um tratado coletivo de dar fim a espécie, nos desvios biológicos 

Aos atalhos políticos, tudo vibra no mesmo tom e todo mundo dança junto

E o poeta transpira sangue para escrever poemas das palavras que sobram, 

A decomposição da democracia é suturada com as mãos nas pernas e os pés na cabeça, 

Os olhos vigiam as nádegas e o progresso enfiado intestino adentro trava a poesia, 

O sêmen na boca, a boca ressecada, o último a deixar a festa apague a luz da lâmpada roubada, 

Os meninos vindouros jamais saberão que nasceram, as impurezas nascem dos abortos 

E perfuram os ventres de onde vazam esgotos, 

Tudo esteticamente higienizado 

O resto que ficar, é o resto, 

Nem vale a pena limpar 

 
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