Patchwork

São duas flores rosadas desenhadas num peito, 

Duas formas amadas numa mulher única

Na tarde crítica decidi por esse quadro na parede, 

Arrumei os livros na estante e as imagens que passeavam pela casa tentei costurá-las como um único pano, mas não deu em nada, viraram um patchwork de fios de ouros apagados e tecidos esgarçados sobre o colo, 

mas havia serenidade, as das tarde quando o sol demorava a se por, 

E deu tempo de empreender com prazer, por que os pensamentos não estabeleceram uma ordem 

talvez por conhecerem-me há muito tempo e eu não tenha decência de aceitar esse fato, 

Ainda vivam eles a zombarem de mim, como cirandas e retornam diariamente a fustigarem os meus hábitos, como a dizerem: deixe de lado a preguiça, o conforto, a mordomia do teu canto, e e arrisque mais, acenda a lanterna das cores mágicas e ame mais, 

Comece a cultivar rosas, ou as pintá-las sobre as texturas dos peitos 

Converse com os mares e a morte, eles nos ensinam tantos, 

A mulher tatuada ainda sonha 

E certamente vai gostar da tua proximidade 

De uma colcha de retalhos que possa ser costurada em quatro mãos.

 
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