[Papeis de seda não suportam o peso das cartas de amor]

Lu Genez


Papeis de seda não suportam o peso das cartas de amor
Nem o das suas mentiras inventadas
Sequer uma possível resistência subversiva a se durar um encanto,
Eles só desmancham
Em tintas frias.
A fragilidade da pele nua
E o sereno branco de um papel violado
Dissolvidos, em qualquer gozo utilizado de esquecimento.
Não importam os olhos.
Ninguém mais escreve, esse tipo de cartas.
Papeis de seda rasgam-se em pontas afiadas
Que cortam a carne, que se é navalha, que faz sangrar
Papeis de seda, não sabem absorver sangue,
Nem os gritos da indiferença.

 

 

 

05\01\2020

 
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