[Os olhos brilham como se eu tivesse tomado veneno]

Charles Burck


Os olhos brilham como se eu tivesse tomado veneno

a atenção tomada aos olhos da víbora, a língua afiada, 

As novas aves não buscam os ninhos sem tempos de pouso

as clareira que vendem as verdades, e doam ouvidos aos silêncios 

As chuvas de lama caem e os filtros não bastam para evitar sentir o gosto de terra 

As flores de aço nos pés de barro ainda falam das doçuras repartidas, 

Das mulheres ferida nos seus mais íntimos sonhos 

O zoológicos dos homens, guardião de todas feras

Passo por jardins das acácias e dos lamentos plantados 

Há tantas alegrias guardadas na respiração dos seios, 

Roçando nervos com nervos, músculos com músculos 

As lembranças do cio da vida cantada nos seguem e só se diluem se tocadas por mãos de músicos

ou parceiros de dança 

Hoje te procurei em minhas coisas guardadas, mas estavas em voos mais longos

Acenei aos céus de cerâmicas e penas, e adocei a tua boca distante 

Cheio de esperanças, de luzes disparadas, em choques entre as paredes da casa 

Fios de causas elétricas que o coração não desliga 

Enquanto a imaginação dança, espero

 
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Francisco Cavalcante

Cenas da luz infinita, abstrata em ressonâncias de todas as sonometrias, cenas belas que acodem um coração cansado, de um poeta que bebeu das fontes (…) fala com as palavras, e todas são precisas. Pintam o imaginário profundo, as chuvas, aquilo que queremos encontrar.
A beleza dos versos, a imagetica calma narrativa pura. Voa e contemplam todos os meus olhos.
Um poeta de Akashas, de registros pincelados no corpo escuro dos enigmas nas palavras, que na verdade para quem olha esse céu, são todas as constelações.

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