O causo do O e do U

Charles Burck

 – MEMBRO FUNDADOR 

Que não sendo buraco seja fenda, porque a introdução do poema precisa referência, 

E os meus olhos sentem a carência de sentir de perto, ponto por ponto, vírgula por vírgula, 

 

Que não sendo a tua pele, sejam os teus pelos, pois pelo menos o que escrevo carece de penugens, de plumagem de algum apelo que seja do teu corpo nu

 

Que não sendo rua, seja nua, pois eu troco as letras com frequência e a senda sendo a linha, há de querer se escrita, mas que se esse(S) for efe (F), pode ser por onde a boca úmida comece a dar forma às palavras orais, verbalmente ditas, sentidamente proferida, ou intencionalmente confundida, sendo fundida com ungida e benta, sacrilegamente penetrada como uma saída à falta de rima nobre, mas tendo a indecência, busca dar algum uso aos confusos pensamentos de quem desorientado pensa que saída é entrada, e entra.

 

Que não sendo jardins, seja rosa, de preferência amarelo bem forte, para preencher o poema de ardência e amplitude, e que não sendo folha seja pétala cedida à cadência do poeta, que fingido acredita que ela é flor, ainda que sendo mulher

 

E faz poesia acreditando que perfume é tinta e pinta a escrita como nata, enquanto com ela faz amor.

 

 
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