Poesia: Lu Genez – [Noites de lua cheia assanham o pênis]

Lu Genez

Noites de lua cheia assanham o pênis herege dos homens-lobo, que correm descalços ao encalço dos bebês pagãos e das virgens de hímen, que brincam com o resto da última porra escorrida nas coxas. Todos, vítimas da ira dos Deuses. Todos, amaldiçoados de pele. Todos, fedem ao cheiro dos seus pecados.

As puras virgens pálidas, usam saias plissadas, falam dos desejos da flor, da profanação inconfessa, da virilha quente. Enrubescem os anjos, trocam carícias nas carnes macias desavergonhadas, experimentam malícias de boca, enquanto guardam calor entre as pernas. Dão aos dedos.

E o lobo-homem fareja a presa, segue o rastro, o cheiro indelével das ancas; mata os incautos e os infelizes do caminho, quer sangue e, a umidade luxuriosa das meninas. Uiva ao vento, reza o credo, o livro de São Cipriano, canta um canto de fome de agouro de coito.

Ao som fálico do lobisomem elas se rendem, esperam na cama, nuas ávidas ofegantes. As pernas abertas, os pelos e mamilos eriçados, o púbis pronto e os lábios molhados de tesão. Terão a carne comida, penetrada, deflorada, o sexo rasgado entre os dentes e as garras da fera. Serão indignas dos santos.

Voraz, não se rende aos ossos, viola a noite e os prantos.

O membro ereto fode em estocadas brutais, um sexo bestial animal, enquanto a vulva inchada e quente, o acolhe, arregaça a moça, lambe o suor e o sangue. Jorra o sêmen maldito.

O pecado ronda as virgens e as ninfas. A castidade entregue, diz sobre a reza libidinosa das meninas, que agora sabem do gosto, dos gemidos gozos e orgasmos. Do caldo do cio, escorrido e exalado pelos poros. 

Todos os paus, atendem as preces das vísceras.

O frenesi imoral dos corpos sem absolvição, esperam mais da carne, da sucumbência do prazer, do delírio do êxtase da fome da devassidão, da danação, do lobo.

Licantropo, não teme à Deusa virgem, nem a floresta escura nem a lança nem a Lua, só o amanhecer, que lhe devolve ao corpo torpe e fétido, extasiado de carne e gozo.

Diana, caça a besta e os sátiros, em todas as luas, em todas as noites. Sentencia à morte, aqueles que violam a pureza virginal, mesmo que a carne implore pelo sacrilégio.

Ao sacrifício à Diana, jaz o monstro ardendo ao fogo dos homens e dos deuses, decapitado, desonrado, aliviado e liberto da própria sina.


 
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Luiz Fernando Bertin

Maravilha…adorei… abraço

Renato Pittas

muito bom! Parabéns!

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