“No que você está pensando”, Charles Burck?

Barata Cichetto


Fundador de BarDoPoeta

Ontem, dia 23 de Junho, recebi uma mensagem do Membro Fundador de BarDoPoeta Charles Burck: “Estou emocionado com as manifestações e por sua liderança, o Bar é mais do que um perfil, é um local de resistência da arte e contra censura, diga isso a todos, por mim.”

 

Charles Burck heterônimo de Wilson Costa, autor romancista. Poeta e cronista. Web designer, campista. Charles Will Burck, Charles Burck Costa são outros dos nomes literários que esse carioca usa na famigerada e gulosa rede social chamada de Facebook. Dono de uma verve poético-literária ímpar, e de um pensamento político totalmente desvinculado de dogmas (sim, dogmas) políticos predominantes no meio, fruto de um marxismo cultural que há anos tomou conta do país, Wilson, ou Charles, como queiram, tem experimentado perseguições totalmente absurdas e descabidas pela tal rede, que se arvora, através de suas auto decretadas “Diretrizes da Comunidade”, em dona do pensamento alheio.

 

Claro que como proprietários do Facebook (jamais se enganem e nunca usem a frase “meu Facebook”, pois ao lerem os termos de permanência nessa rede perceberão logo a invalidez dessa “propriedade”), seus administradores têm o direito de estabelecer suas próprias regras, mas o que se espera ao menos é que elas sejam justas e equânimes, baseadas em preceitos legais vigentes em qualquer sociedade democrática.

 

Acontece que, dominado por um “socialismo de resultados”, ou seja, um “comunismo de lucro”, o Facebook, dominado por conceitos baseados no “politicamente correto” não age dessa forma, tem sua maneira própria de criar uma política que esteja sempre de acordo um sistema que é alimentado em prol de seus próprios interesses. Assim, age como trogloditas culturais, como canibais da arte e como serial killers do pensamento adverso aos do sistema dominante, que eles próprios criaram. A censura, disfarçada de “Diretrizes da Comunidade” segue à risca os padrões de ditaduras, com regras “morais” vigentes há mais de quarenta anos, visando alijar o pensamento e conduzir os usuários a caminhos que eles determinam. As penalidades, o que é bem pior, são aplicadas por meio da mais escrota das atitudes humanas que a denuncia anônima, onde o “acusado” sequer tem a chance de defesa. Decerto, como nas ditaduras que incentivam tal tipo de atitude, os delatores ganham algumas benesses por seus atos. Talvez, no Facebook, sejam alguns amigos adicionais e curtidas extras.

 

Apontar mandos e desmandos, injustiças e atitudes piores que a pior ditadura já existente, levar-me-ia a escrever laudas e laudas, apontando casos e descasos, mas apenas usarei o Caso Charles Burck para exemplificar: nosso querido e estimado poeta e pensador publica textos absolutamente bem escritos, o que já é uma “anormalidade” dentro do padrão “analfabeto funcional” da maioria presente nesse rede. Seus textos são sempre acompanhados de imagens pinçadas cá e lá na internet, de extremo bom gosto. Isso lhe concedeu justa e merecidamente uma legião de seguidores.

 

Acontece que, – problema que de fato ocasionou o fechamento sem maiores explicações e bloqueio em outros dois perfis – nosso querido Wilson tem seu próprio pensamento, embasado, a respeito de temas críticos, com relação à política, especialmente nestes dias, onde uma doença é usada como forma de manipulação, de experimento social. Criticar a atitude da maioria apavorada, aterrorizada com fins escusos a respeito da maldição chinesa causa, entre outras coisas, o “cancelamento”, termo criado pelas abóboras (ou seriam melancias?), para eliminar do meio social quem não concorda com sua “Ditadura do Voluntariado”. Assim foi com Charles, assim foi com outros, assim será contigo, acaso ouse seguir a mesma linha de pensamento livre. Acaso será com todos.

 

Não se trata aqui, e seria muita ingenuidade minha, declarar guerra ao Facebook, se trata de deixar claro minha indignação, e creio que a de muitos, já que grande parte dos poetas, escritores, artistas em geral já sofreu com isso. Acredito, sim, na liberdade com responsabilidade, mas desde que exista a igualdade de critérios aplicados. Que não se feche os olhos para páginas e perfis que exaltam determinadas ideologias e se puna pessoas que as atacam, por exemplo.

 

Por fim, não quero parecer tolo ou sonhador, mas um dos maiores direcionamentos que usei ao criar o BarDoPoeta, foi justamente oferecer uma alternativa à essas redes, mostrar às pessoas que, sim, há vida inteligente fora do Universo desarranjado e injusto do Facebook.

 

Isto posto, a atitude que me cumpre agora, é a de publicar todos os textos que encontrei, de autoria de Charles Burck no Facebook e, com a autorização dele, publicar em BarDoPoeta, para daí compartilhar para dentro da rede, entulhando. E conto nisso com o apoio de todos aqueles que prezam, de fato, a “Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade”.

 

O site BarDoPoeta está nessa luta, de frente!

 

“No que você está pensando”, Charles Will Burck Charles Burck Costa Charles Burck, Wilson Costa

O que eu estou pensando? Pergunta ele, o meu amigo censor. E eu respondo, a que ponto chegamos, por que chegamos e aonde iremos?

As nossas escolhas são afluentes de um rio maior, nos vendemos quando damos nosso aval para que algo aconteça, algo que queremos, mas que sabemos se dará ou se fará de forma indevida ou de forma que feririam nossos princípios, mas deixamos prosseguir porque o resultado final nos favorece.

Bem, dai eu pergunto, quem age assim pode falar de princípios? Deixo a reflexão, nos vendemos quase sempre, por pequenos ou grandes valores, de pequenas ou grandes desonestidades e ainda assim nos dizemos íntegros.

A minha conta foi desativada, porque eu não posso dizer o que penso. Só posso dizer o que querem que eu diga, ou o que eu diga o que desejam que eu diga.

É isso, a que ponto chegamos, esperem mais, a cada cuspida nossas nos nossos valores vai se formando um rio de saliva pegajosa e indecente que irá afogar a gente.

Charles Burck

 
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4 Comentários
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Francisco Cavalcante

Concordo plenamente com o pensamento do senhor Charles Burck!
E encontrar um bom texto assim como esse, só aqui nesse ambiente propício ao pensamento.

Charles Burck olha profunda mente
A mente profunda, mente digital vendida
Propagando a propaganda!
Seus olhos concêntricos penetram, como ondas circulares a ideia social da vida dos internautas.
Vai em busca do sonho dos desesperados, e finge sempre sorridente que a vida bela.
O seu pensamento deságua num oceano de egos.
E eles aparecem comentar com seu sonho.
Charles vê o solitário populoso.
Encontra em seu olhar a incerteza da eternidade!
Vê seus questionamentos mais íntimos suas expressões mais fúteis que não demonstram ser quem você é.
A realidade nua e crua não parece nem um pouco com a nudez e a exposição sexista.
Não tem o contato de almas nem o magnético dos corpos!
São imagens frias que se buscam em diálogos.
E o velho Charles vê o cerne de toda essa arquitetura que se projeta.

Barata Cichetto

Lu… Realmente pouca importância tem a qualidade do meu texto, mas sim minha obrigação em tomar para este portal uma briga mais que justa. Casos como o do “Charles Burck” não são isolados dentro do Facebook, e estão cada dia mais sendo corriqueiros. Questionar a verdade imposta à força pela “Ditadura do Voluntariado” especialmente, virou motivo para todo tipo de censura. Como artista, livre pensador, e mais ainda como criador de um site que se embasa na Liberdade de Expressão (hão forma de não ser assim, senão pela democracia manca que alguns propõe?) sinto-me na obrigação de defender de todas as maneiras atos que a façam plena. Brigar com o Facebook? Não, quero apenas que as pessoas percebam que há alternativa á ele, mesmo a despeito dos egos massageados naquela rede.

Lu Genez

Luis. Não vou só falar do texto bárbaro que escreveu…. Mas, do porquê que fez…. Desde o primeiro momento, pensei exatamente que esse espaço, possa ser palco de liberdade. De se ter voz acolhida e pensamento livre. Que se tenha discordâncias, ok, desde que respeitado o indivíduo. Ao Wilson, a admiração da obra.

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