Poesia: Barata Cichetto – Niilismo Moderno

Barata Cichetto

 

E se estamos todos no inferno, que abracemos aos demônios

Ninguém é o inferno de ninguém, nem de seus hormônios

Se dos outros somos deuses, de nós mesmos eterna perdição

Não há fuga e não existe derrota, numa guerra sem rendição.

 

Tenho a consciência do absurdo e do nada total e absoluto

E nada pode ser feito, apenas roupas negras de eterno luto

Pois se a todas as formas de associação claramente renego

Todos os jeitos de ser humano a mim mesmo nunca nego.

 

E na filosofia que me apego, maldita psicanálise de botequim

Não há sentido algum à existência humana, ser sem um fim

Portanto não procures por uma razão especial a seu intestino

Já que o sangue que te corre nas veias é seu absoluto destino.

 

Nada há de moral, imoral ou imortal, o nada é o imperador

E nenhum lugar de salvação, nenhum purgatório da sua dor

Pois então, caro e insignificante ser cuja existência deploro

Cresça a partir da consciência do nada, é o que te imploro.

 

23/04/2015

 
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William Kerr

Eloquentemente Magistral!

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