Poesia: Vagner Vieira – Não, não estamos em Marte!

Vágner Vieira

Cuspa o fogo fátuo na rima de quem já se foi

Apedreje a lua, não se encante com a filosofia oriental

Seus carnavais me apetecem, sorrio no joio cuspe no trigo

Cante a imunda solidão de qualquer vampiro

Ser fácil para o estrago eis que as estrelas

Não gostam de serem olhadas

 Encontre seu colar de perolas no pescoço do mais venerável porco

Todo verbo intuído pela máxima energia do sol

Entorta o seu pensamento de foi-se

Eu amolo meus dentes nos seios da ama de sangue

Espalho meus versos pela noite

O caos ronda meus desperdícios e floresce.

Estação dos eus que já sonharam em ser Deus

No espaço entre a fome e a vontade de comer

Os frágeis versos que fiz para você

Doce falência, que me ensina o que não fazer.

Poeta Convidado
Três Lagoas – MS
Autor de “Luneta de Enxergar Silêncios
(Texto Inédito)

 
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Ales

Wowwww belissimo! Eu queria ir pra Marte rs

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