[Liberte me do fardo de saber]

Lu Genez

 – MEMBRO FUNDADOR

Dói-me os ossos no fabrico desses quereres,
Estar no aconchego dos seios de minha mulher.
Como se pudesse ousar, o voo dos pássaros.
Quando tudo é só desassossego e gaiola.
Conceda-me a feliz ignorância dos pés sujos.
Só por hoje,
Não me obrigue a viagens de dentro
Onde tudo é vermelho, cru, carne e sangue.
Dê-me o esquecimento de um canto,
Já que meu anonimato, nasce com o sol.
Das andanças em meia nuvem
Da consciência vazia
Um estar branco, brando, nada.
Uma flor na fissura do asfalto.
Basta-me o ruído da tv numa sintonia desfocada, de brilho fosco.
Um boato qualquer sobre as genitálias dos famosos já me serve a insignificância.
Sem ater-me ao espelho, diante do necessário.
Só por hoje deixe-me só,
Apague as vozes e as luzes
Saberei levar-me ao fim.
Quando os olhos pesam sobre as paredes,
Tudo é escuridão.

 
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