Poesia: Barata Cichetto – Íncubo

Barata Cichetto

 – FUNDADOR

Quero entrar pela tua janela feito um anjo safado,

Pendurar no cabide as minhas asas e ficar pelado.

Andar pelo quarto quieto, nas pontas dos dedos,

Vendo sombras vivas que habitam teus segredos.

 

Vou-te olhar deitada sob o branco clarão da lua,

Enquanto dorme pintada de estrelas, bela e nua.

Pegar uma cadeira e me sentar junto a teu leito,

E sem te tocar, fazer amor como nunca foi feito.

 

De manhã, quando pela mesma janela entrar o sol,

Partirei te deixando coberta apenas com um lençol,

E anjo vadio, irei aos deuses confessar meus desejos,

Enquanto acorda serena, embriagada de meus beijos.

 

Nunca saberá de mim, duvidará da própria sanidade,

Mas dentro de si sempre haverá o fruto da eternidade,

E quando eu à Terra retornar, feito um homem carnal,

Nos amaremos até chegar a última noite do juízo final.

 

14/12/2019

ouvir a poesia desse poeta

 
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