Poesia: Lu Genez – [Eu te criei num verso solto]

Lu Genez


Eu te criei

No inanimado das esperas

Na medida inexata das minhas ausências

E tua perfeição imperfeita imantada de sol,

Fazia gozo aos meus dias

De fêmea cheirando ao cio,

de reticências abertas.

 

Um verso com rimas abstratas

De escrever, na pele quente

Tato, poro, pelos

E, meus dedos indecentes

Riscando o papel.

 

Fluidos jorrados

escorrem entre as pernas

denunciam danação

mancham os lençóis.

 

A fome, arde.

 
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