[Esperava mais do poema]

Lu Genez


Esperava mais do poema
Enquanto desejava estar sobre seus contornos

Desenhando fonemas na pele nua

Em versos perfeitos

De gozo trocado à boca.


Ouvir a voz me dizendo sobre as regras dos sonetos,
Dos infinitivos pessoais e dos amores indefinidos

De indecisos querer,
Nascidos em noite de lua cheia.
Que não sobrevivem aos silêncios premeditados
ou ao descaso fatal das ausências de ar

 

Final atestado

Sem a reticência da porta entreaberta.

O óbito da poesia.

 

Quis mais que a rima pobre

Resumida em amores cores flores e dores

Quis existir além da linha

Da superfície do papel riscado

Quis ser a própria tinta

Tatuada entre os pelos

Que mancha a pele,

Que simplesmente te escorre.

 
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