Poesia: Lu Genez – [E agora Antonio]

Lu Genez

 – MEMBRO FUNDADOR

E agora Antonio

tinha um poema no meio do caminho

Não era uma pedra, era um poema, era domingo

E ainda pornográfico, de pontas ariscas, de falo duro

E era domingo, e era impróprio, e você não gostava

E não era pedra, era carne, era gozo.

E, pra você, minha mente suja, atacava de estilingue

Deixando um arroxeado, uma vontade enrijecida, um molhado perdido.

 

E agora Antonio

Teria preferido a pedra, sem mamilos, sem risco de esporrar,

que jogaria longe, de ninguém ver.

Mas o poema, que era só um poema, parou no meio das pernas

Numa quentura sádica e obscena.

Mas era domingo, dia de reza,

De desconjurar pecadores.

não dia de ler poemas com letras rijas

e dentes de tesão e carnes para se comer.

 

E agora Antonio

Não dá mais para desler o lido

Nem voltar no sábado

E era um poema, e era pornográfico, e era domingo.

Nunca foi pedra,

Só uma carne dura

De poesia ejaculada.

 
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