Poesia: Lu Genez – [Confissões de boca]

Lu Genez

– MEMBRO FUNDADOR

confissões de boca,

Dos hálitos mentolados

Dizer e não dizer

Uma intriga calorenta

gostar, querer, amar.

 

Dormi contigo nessa noite

Estávamos nus, aquecendo o pelo, um do outro.

Réus confessos de um pecado carnal

E mesmo no escuro, nossos olhos falavam

Saltavam em êxtase, nas paredes

Iam sangrando sobre as feridas

Um bálsamo de cura.

Depois de tantas vidas.

 

Na avalanche de um tempo

Fomos soterrados de silêncios,

Nenhum som, nenhuma nota desafinada

de despedida.

Esquecemos de existir sós,

Antes que amanheça.

 

Enquanto ainda tem lua,

Leve-me junto ao teu corpo

Lave-me com saliva quente

Até que eu esmoreça, esqueça o nome

A linha onde começa qualquer saudade.

 
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