[Amo e, tão somente amo]

Lu Genez


Amo e, tão somente amo,
No embaralho das entranhas.
Estranhas, são as sensações dessa fome
Na carne que se queima violentamente.
Compulsivo, é o desejo de o ter dentro,

Jorrando o seu latejo, sobre a minha pele.

Amaldiçoando-me, nesse fogo.

o aprisionado querer, trancafiado no escuro do quarto
Enquanto sinto, vibro, ardo.

Enquanto recorro à memória de nós

Enquanto as mãos procuram o gozo.

Somos poesia, espera, sintonia.

Somos a pele outra que é una.

O encaixe do corpo,

Que tão somente se faz fome.

Devora-me.


Por amar o que me é proibido
Por se o próprio proibido           
Condeno ao escárnio esse amor,

A guilhotina, ao carrasco agourento do negar

O apedrejamento em praça pública,

Me pus culpada ao cair da noite

Aos dedos dos hipócritas.

 
Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
Assinar
Notificar
guest


Atenção: O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais ao autor, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

 

0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários

Site Criado Por Barata Cichetto - (16) 99248-0091