[Acho que me exijo demais para um homem sem alma]

Charles Burck


Acho que me exijo demais para um homem sem alma 

O filme que me passou pelos olhos não tiveram onde se assentar 

Precisei admitir que desliguei o rádio, a magia silencia os sons da terra 

Sonhar é uma forma de morrer para a morte e isso é vida 

A um sol de ouro, as folhas acendidas, a manhã deslumbrada.

Atiro as minhas meninices às águas, para fazer círculos aliviando os meus dias mais maduros 

Tiro do bolso pequenas histórias, vidas que colhi um dia em goiabeiras e pés de maçãs roubadas

Não carregue para longe o brilhos dos meus olhos, olhos negros condensados na escuridão de todas as noites somadas 

Os adornos da minha vida são simples, pequenos contos, pequenas corte de faca 

Pequenas costuras cicatrizadas quando deito sobre a lua 

juntos, sabedores um do outro podemos fazer parecer que o seu coração seja o meu e vice-versa, e acalma-los 

Faço o que posso,  mas sou inconsistente, a mente que nada nos atos e fatos, nas vertentes do mundo

Se afoga todos os dias em perdas de frequências e energias mal dimensionadas

Visto-me de dia para ver um filme novo

e durmo para alongar o sonho

 
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