[A humanidade está saturada de Deuses]

Lu Genez


A humanidade está saturada de Deuses
De todos os nomes e sobrenomes.
Que tomam para si a liberdade do sol.

Donos de suas verdades inconvenientes.
Gritada aos ventos, em bravatas de branco.
Como se o verbo lhe concedesse  as autoridades de cima
Como se os olhos já não mais se reconhecessem diante do espelho,
Necessitando ter outros, para a distribuição das penitências sacramentais.

As cenas dos nossos pecados ensaiadas em tablado,
A vista dos hereges e dos covardes.
Todos ventríloquos num circo esquecido dos holofotes.

E os homens nus, choram sobre seus corpos
Os que se encarregam dos seus achados
Julgam-se indecentes diante dos ímpios
Ao fogo sagrado dos Deuses e de suas línguas impertinentes.

Numa apoteose surda, das culpas impostas
Desfilam ossos cansados de existir
Rogam pela clemência divina,
No mesmo som em que foram considerados culpados.
Pobres pecadores, diante dos Deuses vizinhos.
Mal sabem quem são.

Sigamos ateus.
Esses Deuses não merecem
Nenhum ato de fé.

 
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