Poesia: Lu Genez – [A civilização termina acima da linha d’água]

LU GENEZ

– MEMBRO FUNDADOR

A civilização termina acima da linha d’água

Onde se boiam os pecados,

Abaixo dela,talvez sejamos, só boas iscas probióticas

Prescritas na dieta, para o jantar

Ou o pior, um amontado de lixo orgânico,

Carcaças humanas com olhos de vidro,

Embaladas em pretos sacos plásticos, 

Que é para poluir diferente

os mares e as enseadas paradisíacas

Ditados em roteiros de viagem

Que não se prestarão ao convívio padrão

Dos canibais de circo.

 

a soberba arrogância sobre sermos pensantes

os animais que foram o topo da pirâmide alimentar.

Todos mortos, aguardando o desague dos corpos

Na fila do caixa de supermercado, no bar lotado

nas praias, dos sóis de 40 graus, que não contam siris de areia.

o signo sagitário do corcovado,

Os braços abertos de cartão postal

No verso, os versos legados do poeta.

Abandonados são, os créditos finais.

 

Esse é só mais um dia antes da linha

Pra se inaugurar o prédio mais alto do mundo

De lá se vê o término do oásis.

Um caminho de ares poluídos

da nossa moderna civilidade fatal.

 

Brindemos ao chegado da hora.

 
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4 Comentários
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Marcos Fernandes

Amei Lu vou ser fã

Vania Clares

Chocante realidade poética. Lu é poeta inteira!

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