Os Dez Melhores Discos de Rock de Cada Década – Década de 1980

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Barata Cichetto

Em termos de economia, a década de 80 é considerada a “Década Perdida”, particularmente no Brasil, com relação à estagnação econômica. Quanto à cultura, particularmente ao Rock, que o que nos interessa agora, por acá, o Rock In Rio e a explosão das bandas Pós-Punk e do emergente Metal, transformaram o Rock num produto. Muitas bandas surgiram e outras se firmaram. Mas nenhuma, absolutamente, atingiu a posição ocupada pela música pop (bem pop, aliás). A questão é cultural, mas isso é uma discussão para outra hora e lugar. Por hora nos cabe relacionar os 10 discos de Rock da década. E se, como pincelei no ultimo texto, a década de cinquenta conheceu o nascimento, com um Rock infantil, ingênuo e de descobertas, a de sessenta foi a da infância e pré-adolescência, com a fase da rebeldia contra os “pais” e a dos setenta encontrou o Rock na fase mais criativa de qualquer ser ou coisa, que é a adolescência, com o rompimento dos valores, novas experiências e novos caminhos. Mas e a de oitenta?

Essa década, com o Rock entrando na sua fase adulta, por volta dos trinta anos de idade, com toda a chatice que é peculiar. Casamentos, filhos, mudanças de comportamento, cortar o cabelo, por exemplo. Ou buscar a maquiagem que possa trazer àqueles que ficaram de fora, um sentimento de sobrevivente. E foi exatamente assim que aconteceu com o Rock. Se a New Wave of British Heavy Metal (N.W.O.B.H.M.) trouxe mais peso e atitudes drásticas, lançando sobre as cabeças uma musica mais furiosa, surgida na Inglaterra com bandas símbolo como o Iron Maiden, foi exportado para os EUA com atitudes e músicas menos furiosas e com mais cabelos, enormes e encaracolados, surgindo daí o Metal Farofa. A década que começou com a morte de John Lennon, sintomaticamente mostrando que tinha mesmo acabado um período de sonhos, e agora o Rock era um negócio lucrativo, que exigia novidades em cima de novidades. E assim surgiram, ainda no final dos setenta, uma infinidade de rótulos e sub-rótulos, produtos e subprodutos. Mas é claro que o Rock ainda mantinha sua essência, e independente de tudo isso, se manteve vivo e com novas gerações, aquelas de pessoas que nasceram junto com ele, ainda nos anos cinquenta. As décadas de sessenta e setenta tem, em meu entender, semelhanças estéticas, mas as mudanças em estilo, desde as letras até as harmonias, são muito claras nessa década.

1 ― Joy Division ― Closer
Lançamento: Reino Unido 18/07/1980
Gravadora: Factory Records

Lado A
1. “Atrocity Exhibition”
“Isolation”
“Passover”
“Colony”
“A Means to an End”

Lado B
“Heart and Soul”
“Twenty Four Hours”
“The Eternal”
“Decades”

“Closer “é o segundo e último álbum banda britânica Joy Division e é efetivamente um dos discos mais importantes da década, e quiçá da história do Rock. Um divisor de águas. Na segunda metade da década anterior, a mesma Inglaterra tinha visto o nascimento do Punk, que rapidamente se esgotou como movimento musical e social. Entretanto durou o suficiente para, digamos, mudar as coisas de lugar e o ponto de vista passou a depender da vista do ponto… Confuso isso? Talvez, mas achei a melhor forma de definir a existência da Joy Division. A questão não era o ponto de vista, mas a vista do ponto. E isso fez de Ian Curtis um dos maiores e mas atormentados (todos são?) gênios da musica. Uma musica forte, pungente, visceral, cheia de imagens poéticas que, longe da psicodelia e do Progressivo, metiam o dedo na ferida da solidão, do desamor, da culpa pela infidelidade, conceitos que ainda carregam muita gente ao cemitério ou, no mínimo aos balcões de bar e consultórios de psiquiatras. A geração dos oitenta tem estigmas fortes, pois foi aquela que deixou de acreditar nas flores no cabelo e que o mundo poderia ser salvo com concertos de Rock, sexo e drogas. O mundo era sombrio e cruel e Ian Curtis sabia disso, sentia isso o tempo inteiro. E “Closer” é a bíblia dessa geração e influenciou gente do mundo inteiro, não apenas com o jeito de cantar, de compor, de se expressar no palco. E uma coisa eu garanto: se não tivesse existido Joy Division, jamais teria existido Legião Urbana

2 ― The Cult ― Electric
Lançamento: 6 de Abril de 1987
Gravação: Electric Lady Studios, Estados Unidos, Nova Iorque
Gênero(s) Hard Rock
Gravadora: Beggars Banquet Records, Sire
Produtor: Rick Rubin

1. “Wild Flower” – 3:39
2. “Peace Dog” – 3:35
3. “Lil’ Devil” – 2:48
4. “Aphrodisiac Jacket” – 4:10
5. “Electric Ocean” – 2:50
6. “Bad Fun” – 3:33
7. “King Contrary Man” – 3:32
8. “Love Removal Machine” – 4:17
9. “Born to Be Wild” (Mars Bonfire) – 3:55
10. “Outlaw” – 2:52
11. “Memphis Hip Shake” – 4:00

A primeira vez que escutei esse disco o fiz meio na marra. Um amigo, fã da banda me mostrou embora sabendo que eu não gostava muito dela. Achava The Cult uma banda meio coisa nenhuma, sem identidade. Mas de pois de uma primeira audição fui correndo comprar a fita cassete (K7 como queiram), que lixou e estourou em duas ou três semanas. De uma banda onde predominava um estilo meio Gótico, “Eletric” era surpreendente. E continuei a ouvir esse disco, depois em LP, depois em CD, depois em MP3, depois no Youtube, e a cada audição uma impressão, pois é assim que acontece com os grandes discos. A voz de Ian Astbury soa como um rugido na maior parte das Faixas:, particularmente nas mais pesadas. Para mim, a importância desse disco é justamente o rito de passagem, não apenas da banda mas em geral, entre o Gótico e o retorno ao Rock pesado. E junto com “Closer” do Joy Division, formam duas das pontas que fecham o quadrado da década.

3 ― John Lennon ― Double Fantasy
Lançamento: 17/11/1980
Gravadora: Geffen, Capitol

1 ― “(Just Like) Starting Over” (John Lennon) – 3:56
2 ― “Kiss Kiss Kiss” (Yoko Ono) – 2:41
3 ― “Cleanup Time” (John Lennon) – 2:58
4 ― “Give Me Something” (Yoko Ono) – 1:35
5 ― “I’m Losing You” (John Lennon) – 3:57
6 ― “I’m Moving On” (Yoko Ono) – 2:20
7 ― “Beautiful Boy (Darling Boy)” (John Lennon) – 4:02
8 ― “Watching the Wheels” (John Lennon) – 4:00
9 ― “Yes I’m Your Angel” (Yoko Ono) – 3:08
10 ― “Woman” (John Lennon) – 3:32
11 ― “Beautiful Boys” (Yoko Ono) – 2:55
12 ― “Dear Yoko” (John Lennon) – 2:34
13 ― “Every Man Has A Woman Who Loves Him” (Yoko Ono) – 4:02
14 ― “Hard Times Are Over” (Yoko Ono) – 3:20

John Lennon era um beatle, um “cavalo marinho”, um poeta… enfim, John Lennon era John Lennon. Yoko, Yoko era Yoko, uma pseudo artista milionária japonesa. Mas os dois juntos fizeram muito estardalhaço muito mais pelas atitudes polêmicas do que propriamente pela musica. Afinal, acredito que ninguém suporte os “experimentos” sonoros da Senhora Lennon. Acho que nem ele mesmo suportava, mas… Marido apaixonado é foda! Mas Lennon fez composições maravilhosas, sim, como nos discos “Imagine” e “Plastic Ono Band”. Mas não nesse disco, cheio de clichês e a insuportável Yoko querendo aparecer mais que o marido. E então, acham que eu fiquei maluco, estou certo. Desço o pau nos artistas, arregaço o disco e coloco-o na lista dos dez melhores da década. Exato! E eu não estou maluco, não. O motivo pelo qual esse disco consta desta lista é pelas circunstâncias históricas que o cercam, desde o fato de Lennon ter ficado cinco anos sem gravar e ter retornado para seu derradeiro trabalho. Feito, o disco vendendo bem, John de volta aos holofotes, “Woman” se transformando no hino dos que enxergavam, ou fingiam enxergar, o valor das mulheres. Tudo certo, com o casal morando no prédio mais caro de New York, New York de Sinatra e Lou Reed… Até que um dia, um fã enlouquecido ― se é que foi isso mesmo ― com um disco debaixo do braço pede um autógrafo, ganha, e depois aperta o gatilho da arma, deixando o corpo de Lennon estirado no chão.

Ainda nem tinha terminado o primeiro ano da década e parece que o tempo e ventos que sempre mudam cobraram seu preço. Beatles tinha acabado há exatos 10 anos, e parece que era preciso que o nome mais forte daquela banda precisava sumir para dar espaço aos novos tempos que os ventos traziam, como o Gótico, a New Wave… Portanto, “Dupla Fantasia” parecia estar fadado a ser o marco, a linha divisória, a prova material daquilo que ele mesmo tinha dito; “The dream is over”. Acabava ali o sonho, e o pesadelo seria cantado de outra forma, com outras vozes, outros ritmos. Daí a importância histórica desse disco.

4 ― Judas Priest ― British Steel
Lançamento: 14/04/1980
Gravadora: CBS, Epic Records
Produção Tom Allom

1. “Rapid Fire”
2. “Metal Gods”
3. “Breaking the Law”
4. “Grinder”
5. “United”
6. “You Don’t Have to Be Old to Be Wise”
7. “Living After Midnight”
8. “The Rage”
9. “Steeler”

“British Steel” é o sexto álbum da banda britânica Judas Priest e coloca a banda como uma das principais precursoras do N.W.O.B.H.M., (New Wave Of British Heavy Metal). Judas Priest e Black Sabbath são contemporâneos e conterrâneos, de Birmingham na Inglaterra, e juntas fizeram a história do Rock pesado. Esse disco é o que possui o maior numero de clássicos da banda e é uma das mais claras visões sobre o que foi a “Nova Onda de Heavy Metal Britânico”. Um disco que tem: “Rapid Fire”, “Metal Gods”, “Breaking the Law” e “Living After Midnight” poderia ficar de fora de uma relação dos melhores discos da década em que foi lançado?

5 ― Metallica ― Kill ‘Em All
Lançamento: Estados Unidos 25 de Julho de 1983
Gravação: Maio de 1983, Music America Studios, Rochester, Nova Iorque
Gravadora: Music For Nations

1. “Hit the Lights” 4:15
2. “The Four Horsemen” 7:12
3. “Motorbreath” 3:07
4. “Jump in the Fire” 4:41
5. “(Anesthesia) Pulling Teeth (Instrumental)” 4:14
6. “Whiplash” 4:08
7. “Phantom Lord” 5:6
8. “No Remorse” 6:26
9. “Seek & Destroy” 6:54
10. “Metal Militia” 5:11

Os sempre inconformados americanos precisavam dar o troco na Nova Onda do Metal Britânico, e além de bandas devidamente pasteurizados para o padrão e gosto americano, foram surgindo bandas realmente de qualidade no cenário dos EUA. Uma delas, formada em 1981 foi o Metallica, que já naquele ano lançava um dos discos mais pesados da história: “Kill’Em All”. A musica do Metallica é composta de tempos rápidos e musicalidade agressiva, e juntamente com Slayer, Megadeth e Anthrax formou o que ficou conhecido como os “Big Four” do thrash metal. “Kill’Em All”, que teria o título provisório de “Metal Up Your Ass”, vetado pela gravadora é pesado, rápido, conclusivo e convulsivo. O disco que faria com que grande parte dos moleques do mundo civilizado (eu disse civilizado) desejasse tocar tão rápido e forte quando James Hetfield. A outra metade queria fazer o mesmo que o baterista Lars Ulrich. Fundamental.

6 ― Dio ― Holly Diver
Lançamento: 25 de Maio de 1983
Gravação: Sound City Studios (Van Nuys, California)
Gravadora: Warner Bros. Records, Mercury Records, Reprise Records, Universal Music
Produção: Ronnie James Dio

1. “Stand Up and Shout” 3:06
2. “Holy Diver” 5:51
3. “Gypsy” 3:39
4. “Caught in the Middle” 4:14
5. “Don’t Talk to Strangers” 4:53
6. “Straight Through the Heart” 4:31
7. “Invisible” 5:24
8. “Rainbow in the Dark” 4:21
9. “Shame on the Night” 5:20

Ronnie James Dio foi decerto um dos maiores cantores do Rock de todos os tempos, acho que pouca gente discorda disso. Portanto, colocar seu álbum de estreia em carreira solo, ou como ele, sempre munido de uma extrema humildade queria, da banda Dio, como um dos dez melhores discos da década chega a ser redundante de tão óbvio. “Holy Diver” contem os maiores clássicos da carreira desse musico americano, após uma passagem que rendeu três discos à frente do Black Sabbath. Se o disco do Metallica é “fundamental”, “Holy Diver” é essencial, e com os citados acima, “Eletric” e “Closer” , o terceiro ponto do quadrado dos anos oitenta.

7 ― Black Sabbath ― Heaven and Hell
Lançamento: 25 de abril de 1980
Gravação: Criteria Recording Studios, Miami, Flórida,EUA
Gravadora: Vertigo Reino Unido, Warner Brothers Estados Unidos, Castle Sanctuary
Produção: Martin Birch

1. “Neon Knights” 3:53
2. “Children of the Sea” 5:34
3. “Lady Evil” 4:26
4. “Heaven and Hell” 6:58
5. “Wishing Well” 4:08
6. “Die Young” 4:45
7. “Walk Away” 4:26
8. “Lonely Is the Word” 5:50

No final de 1979 Ozzy Osbourne tinha saído pela segunda vez do Black Sabbath e Dio tinha sido defenestrado pelo esquisitíssimo Ritchie Blackmore, do Rainbow, porque este queria um vocalista, de preferência inglês, que cantasse coisas mais comerciais. E Dio e o Black Sabbath se encontraram e se apaixonaram. E se casaram em 1980 com esse “Heaven and Hell” por testemunha e aliança. A entrada do vocalista americano transformou a musica da banda inglesa, desde a influencia no som mais pesado até as letras, quase todas escritas por ele, com temas que sempre lhe foram caros: castelo, dragões, misticismo. Musicalmente, esse disco parece mais um disco solo de Dio, ou da banda Dio como queiram, do que propriamente um disco do Black Sabbath, mas acho que é isso que faz dele algo que é além de fundamental e essencial, sensacional.

8 ― Lou Reed ― Growing Up in Public
Lançamento: Abril de 1980
Gravação: Janeiro de 1980
Estúdio: AIR Studios ( Monserrat )
Gravadora: Arista
Produtor: Lou Reed / Michael Fonfara

Side One
1. “How Do You Speak to an Angel” 4:08
2. “My Old Man” 3:15
3. “Keep Away” 3:31
4. “Growing Up in Public” 3:00
5. “Standing on Ceremony” 3:32
Side Two
6. “So Alone” 4:05
7. “Love Is Here to Stay” 3:10
8. “The Power of Positive Drinking” 2:13
9. “Smiles” 2:44
10. “Think It Over” 3:25
11. “Teach the Gifted Children” 3:20

Aparentemente, em 1980 Lou Reed estava cansado de muitas de suas loucuras numa carreira que começara 22 anos antes e que tinha deflagrado efetivamente com o Velvet Underground e posteriormente numa carreira solo de discos ao vivo que mostravam a face outsider, underground, urbana desse que foi um dos maiores poetas que o Rock conheceu. Em “Growing Up in Public” Lou parece menos furioso, menos raivoso e mais comportado. A capa, com um foto dele, de cabelos “normais”, curtos e escuros, e uma camisa simples, dão um ar de bom mocismo. As musicas também, são mais cadenciadas, sem aquela pujança que era característica do Lewis Allan Reed dos anos sessenta e setenta. Um dos discos que uso como exemplo da minha colocação inicial, sobre o Rock ter, com a chegada da idade adulta, se transformado em um cidadão de respeito. Respeito? Cidadão? Lou Reed? Ah, sim… Por esse álbum marcar uma nova fase de Lou Reed, que foi, por atitudes, musicas e vida, o maior roqueiro da história, merece constar como os dez dos oitenta.

9 ― Motorhead ― Rock ‘n’ Roll
Lançamento: 5 de Setembro de 1987
Gravação: 1987, Master Rock Studios, Redwood, Londres, Reino Unido
Gravadora: GWR
Produção: Motörhead e Guy Bidmead

1. “Rock ‘n’ Roll” – 3:49
2. “Eat the Rich” – 4:34
3. “Blackheart” – 4:03
4. “Stone Deaf in the U.S.A.” – 3:40
5. “The Wolf” – 3:28
6. “Traitor” – 3:17
7. “Dogs” – 3:48
8. “All for You” – 4:10
9. “Boogeyman” – 3:07

Nono álbum da banda Motorhead e primeira gravação com a formação do grupo como quarteto composto por Lemmy, Philthy Animal, Würzel e Phil Campbell, que durou de 1987 a 1992. Particularmente ainda prefiro o Motorhead como power trio, por achar que a banda soa mais crua. Esse é um disco clássico e característico da banda. E qualquer disco deles poder ser tranquilamente colocado em qualquer lista de melhores. Motorhead não faz discos ruins. Uma curiosidade: Um sermão falso feito por Michael Palin aparece no fim da canção “Stone Deaf In The USA”, que encerrava o lado do álbum nas edições em vinil e cassete. O disco abriu as portas dos EUA para o Motorhead, tanto que após seu lançamento a banda toda se mudou para Los Angeles.

10 ― The Rolling Stones ― Dirty Work
Lançamento: 24 de Março de 1986
Gravação: 5 de Abril a 17 de Agosto de 1985
Estúdio: Pathé Marconi, Boulogne Billancourt
Produtor: Steve Lillywhite

Side One
1. “One Hit (To the Body)” 4:44
2. “Fight” 3:09
3. “Harlem Shuffle” 3:23
4. “Hold Back” 3:53
5. “Too Rude” 3:11
Side Two
1. “Winning Ugly” 4:32
2. “Back to Zero” 4:00
3. “Dirty Work” 3:53
4. “Had It with You” 3:19
5. “Sleep Tonight” 5:10
6. “Key to the Highway” 0:33

Depois de uma série de lançamentos equivocados, como “Tatoo You” composto apenas com sobras de estúdio de discos anteriores e discos fraquíssimos como “Emotional Rescue”, onde a banda se enfiou até mesmo no gênero “discotheque”, Os Rolling Stones voltaram à velha forma e lançaram um disco que nada mais é do que aquilo que eles fazer de melhor: apenas Rock and Roll (“bu I like it). Além de contar pela ultima vez com a participação do pianista Ian Stuart, que morreria logo após a gravação e antes do lançamento do disco, “Dirty Work” traz também a de Jimmy Page, na faixa “One Hit (to The Body)’’. E fechamos com este, o quadrado fundamental dos discos da década de oitenta.

Comentário Final:

“Hey, anos oitenta, charrete que perdeu o condutor, melancolia e promessas de amor”… Raul Seixas

19/11/2013

Barata Cichetto, 1958, Araraquara – SP, é poeta, escritor. Viveu a vida entre Sexo, Poesia e Rock’n’Roll. Criador e Editor do Agulha.xyz e  Livre Pensador.

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Genecy de Souza
Genecy de Souza
26/02/2024 17:56

Vamos por pontos, apenas os álbuns que conheço bem:

Closer (Joy Division): Quarenta anos depois, a obra-prima da banda se mantém viva. Já Ian Curtis deveria ter pensado mais um pouco, antes de decidir usar aquela corda. Sua atitude nos privou de um grande poeta;

Double Fantasy (John Lennon): Posso classificá-lo com símbolo do fim de uma década, ou de era. Embora seja um bom álbum (não mais que isso), ele apenas confirma o que Lennon declarou anos antes: The Dream is Over;

Heaven and Hell (Black Sabbath): Longe de desmerecer a figura de Ozzy Osbourne, Ronnie James Dio foi o sangue novo que elevou a banda a um outro patamar, para o gosto de uns e o desgosto de outros. O álbum abre a década com uma força avassaladora (ao menos para o meu singelo gosto);

Growing Up in Public (Lou Reed): Embora seja considerado um “álbum menor”, quase inofensivo, apenas mostra que o compositor também sabe fazer bom uso composições mais intimistas, mas sem perder a inquietude e sua forma de encarar o (seu) mundo. É para ouvir quieto;