Lu Genez [Perdidos os homens que politizam a morte]

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Lu Genez


Perdidos os homens que politizam a morte, que estendem o manto da finitude sobre um palanque de bravatas e fanfarrices cênicas.

Enquanto só o pesar , o silêncio e o choro, cabem de vestimentas , enquanto somente o luto vestem os olhos, enquanto se perdem os dedos e todo o calor do sol.

Infelizes, os denomino, ignóbeis, ignorantes, inumanos, também lhes serão adjetivos apropriados.

Eles não ligam para nada, se a ocasião lhes servem ao discurso, afinal, o horror vermelho é prato digesto a mesa.

Senhores do inferno que hasteiam suas bandeiras nesse chão, manejam hordas de monstros em nome de um fim, que lhes caibam a danação.

Rogo aos céus, uma luz e um lapso
Choro tristezas pelo menino pequeno
Abençoa-nos ao final dessa noite de pranto.

A morte não cabe no verso

Lu Genez, Curitiba, é poeta escritora…

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