Lu Genez – [O labirinto só tem uma estranha saída]

Lu Genez


O labirinto só tem uma estranha saída
Sem aviso prévio e nenhum interlúdio musical
Um lugar interminável de fins.

O caminho de volta é irrelevante,
Pois todo o passo dado, já matou um chão.

Eu saí, e sequer fechei a porta
No íntimo, há ventos que sopram demais.
São tantas as incertezas, que já não importam as perguntas
Não se precisam de minotauros na sala de estar.

O machado é arma de açoite,
Tanto quanto as palavras que saem da sua boca.
O afiado da navalha corta mais que a carne
Eu que carrego olhos de procura,
Nada sei sobre o sol.

Tenho uma pele que não mais me veste
Sequer reveste os ossos falhos
É tempo de se quebrar espelhos.

O abandono é só uma terra diferente
Todos os caminhos levam a algum lugar.

Quando o casulo é rompido, se perdeu o ninho
Nada mais é embrião.

17.Jul.20

Lu Genez, Curitiba, PR, é poeta escritora, e Livre Pensadora.

Compartilhe!
Assinar
Notificar:
guest

0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários

Conteúdo Protegido. Cópia Proibida!