Lu Genez [Não tenho medo do teu repúdio]

Lu Genez


Não tenho medo do teu repúdio, nem da tua eloquência frívola
São teus atos falhos, que me dizem sobre o caminho
De qualquer conveniência, de qualquer conivência l.
Da tua língua, nasce o descaso, que aos ouvidos me chegam,
Aos sons do delírio, o afago da indiferença
Te dou o frio das mãos, e todo o meu sossego.
Não me cabe nada dos teus lábios ímpios.

Não temo teu desassossego, de quem ao travesseiro dos desonestos se deita,
São tuas palavras e teus verbos, que me dizem o nome
Ao teu batismo, renega o sacramento dos homens pios.
Ao silêncio do verso, se fazem as desligaduras
Já não suporto essas terras movediças, de nenhuma semente santa.

A noite carrega o breu e as estrelas do firmamento
O que me rege é o incerto, o inaudito, e o som das chuvas.
O grito da lágrima, reverbera amanhã.

Lu Genez, Curitiba, é poeta escritora…

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