Lu Genez – [Desconstruo credos envelhecidos]

Compartilhe!

Lu Genez


Desconstruo credos envelhecidos em tonéis de carvalho
eles fedem ao descaso de outras guerras
Rotulados pelo sangue de tantos
Pobres loucos, felizes, rumo ao abate,
Não há lado nas trincheiras, que os salvem.

Só os abastados se servem da água limpa
Comemoram numa tribuna do senado.
Como se ungidos fossem, só esquecem
Dos seus pecados imorais atrás da cortina.
Mentiras de missa, de domingo amarelo.

Prefiro a minha humanidade profana
Rezada num dialeto de línguas,
Anti-herói de uma saga corrompida de rotina.
É só um grito abafado de liberdade
Que poucos sabem ouvir.
Sou um marginal da sarjeta suja,
Que a chuva, por vezes limpa.
A fuligem ainda embaça os olhos da verdade.

Um demente nesses tempos de cólera
Acolho as lutas.
Lavo o chão com o suor da minha ira.
Um desajustado das horas passivas
Desentendido detestado renegado
Um herege na própria carne
Que entre os dentes, urra aos ventos
Sobre o destino escolhido.

Julho 2019

Lu Genez, Curitiba, PR, é poeta escritora, e Livre Pensadora.

Assinar
Notificar:
guest

0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários

Conteúdo Protegido. Cópia Proibida!