Lu Genez – Buda, os Anões e o Maldito Umbigo do Mundo

Lu Genez


Eram pequenas criaturas, de estatura mediana, dentro da normalidade cívica estabelecida.
Banhavam-se nas águas potáveis encontradas nos rios da Cananéia
Que é para se manter a qualidade dos dentes,
Sem nenhum prejuízo ao foro das amabilidades de ocasião.

talvez, até mantivessem uma higiene de cunho adequado
De sabonetes e pastas medicinais, de dar cheiro ao indigno.
Tal qual verso de rima estabelecida,
Inaudível e inodoro.
Sem causas de afronta aparente, sem complicações ao suco gástrico.

Buda e seus discípulos, sabiam sobre o dom do silêncio.
Guardavam o segredo sobre zonas zodiacais,
Inacessível aos pobres de caráter diminuto,
Que falavam sobre as vantagens dos seus paus duros,
Que arrastavam as viúvas carpideiras,
abstraída as honrarias da guarda do reino

Os homens pequenos, sabiam dirigir e falar em público,
Eram convidados para jantares da realeza,
Usavam os talheres como uma boa ferramenta de praxe,
Julgavam-se os nobres da corte, atestados nos certificados líricos, das academias das letras tortas.

Levavam os dias, e suas armadilhas de engate
Comiam pastel de feira e os pagavam com moedas prateadas
No insuspeito, no ventre, sua anomalia distópica,
O grande buraco negro que a tudo abocanhava
Cheio de dentes e das fomes do mundo,
Vergavam-se em seus umbigos histéricos,
Comiam o sal da terra.

Julho 21

Lu Genez, Curitiba, PR, é poeta escritora, e Livre Pensadora.

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