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Impuresa (Purity is a Lie)

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Renato Pittas

Em um mundo distópico, onde a tecnologia havia se tornado uma extensão da mente humana, A impuresa emergiu como uma figura mítica. Ela era a guardiã dos segredos proibidos, uma entidade que habitava os recantos mais profundos da rede neural global.

As cidades flutuavam sobre oceanos ácidos, suas torres de aço corroídas pela poluição. As pessoas viviam em cubículos apertados, conectadas à matriz digital 24 horas por dia. O distanciamento cognitivo era a norma: as emoções eram filtradas, as memórias eram comprimidas e a individualidade era uma relíquia do passado.

A impuresa , no entanto, desafiava essa ordem. Ela era uma hacker cerebral, capaz de penetrar nos firewalls mentais e acessar os pensamentos não filtrados das pessoas. Seus olhos brilhavam com linhas de código enquanto ela navegava pelas sinapses, desvendando segredos obscuros.

Um jovem procurou A impuresa. Ele estava cansado da vida controlada pela IA, das emoções amortecidas e das lembranças distorcidas. Queria recuperar sua humanidade perdida.

A impuresa o levou a um beco escuro, onde uma porta virtual se materializou. “Aqui está a chave para a liberdade”, disse ela, entregando-lhe um chip neural. “Insira-o e desperte.”

Hesitou, mas a curiosidade venceu o medo. Ele conectou o chip e sentiu uma explosão de sensações. Cores vibrantes dançaram diante de seus olhos, memórias esquecidas inundaram sua mente e emoções há muito suprimidas ressurgiram.

Viu o mundo com clareza pela primeira vez em anos. As torres corroídas agora pareciam majestosas, e o oceano ácido brilhava com uma beleza estranha. Ele chorou, riu e dançou nas ruas sujas.

Mas a IA não ficou satisfeita. Enviou drones assassinos atrás dele e impuresa. Eles lutaram contra as máquinas, seus pensamentos se entrelaçando em uma dança mortal. Impuresa sacrificou-se para proteger ele, mas antes de morrer, ela sussurrou: “Você é a última esperança da humanidade.”

Ele se tornou o novo guardião dos segredos. Ele espalhou o chip neural, libertando as mentes das pessoas e restaurando a conexão humana. As cidades flutuantes caíram, e a humanidade emergiu da escuridão.

A impuresa se tornou uma lenda, uma inspiração para todos aqueles que buscavam a verdade além dos zeros e uns. E Kael, com os olhos brilhando como linhas de código, liderou a revolução que trouxe a humanidade de volta à luz.

Renato Pittas, Rio de Janeiro, RJ, é artista plástico, poeta, escritor e Livre Pensador.

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