Gazeta do Povo | “Gritos Antes do Silêncio”: Ex-diretora do Facebook Lança Filme Sobre Estupros Cometidos pelo Hamas

Eli Vieira
17/06/2024 15:48

A americana Sheryl Sandberg, executiva da tecnologia, foi a segunda pessoa mais importante dentro do Facebook. Por 14 anos, até 2022, atuou como diretora de operações da rede social, onde recebeu o crédito por torná-la lucrativa. Agora, aos 54 anos, ela diz que a coisa mais importante que ela fez na vida foi lançada em 2024. É seu documentário Screams Before Silence (“Gritos antes do silêncio”, em trad. livre), lançado em 25 de abril no YouTube, onde acumula mais de um milhão de visualizações.

O propósito do documentário é dar uma resposta definitiva a quem ainda insiste que o grupo terrorista Hamas não usou o estupro de mulheres como arma em seu ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, que iniciou uma guerra e deixou 1.143 mortos e mais de 3.400 feridos.

“Quando as pessoas pensam em Sheryl Sandberg, elas pensam na expressão ‘girl boss’ (‘chefe feminina’)”, disse a jornalista Bari Weiss no prelúdio de uma entrevista com a executiva. “Elas pensam em feminismo, na campanha de Hillary Clinton. Em outras palavras, ela é uma democrata normal, uma progressista normal”. Mas foi justamente neste grupo político, diz Weiss, que o antissemitismo explodiu após o ataque.

“Eu nunca achei que eu faria isso, e eu gostaria que não precisasse ter sido feito”, disse Sandberg sobre o documentário na entrevista, quinta-feira passada (13). “Quando o 7 de Outubro aconteceu, fiquei chocada”. Para ela, foi ainda mais chocante que, quando os estupros foram revelados, houve uma reação não de condenação, mas ceticismo.

Após o New York Times publicar relatos e indícios dos estupros perpetrados pelo Hamas, numa reportagem de 28 de dezembro (“Gritos sem palavras”, de Jeffrey Gettleman, correspondente internacional e ganhador do Prêmio Pulitzer, e colaboradores); uma série de críticas surgiram. O site The Intercept publicou uma reportagem em fevereiro apontando que a coautora Anat Schwartz, residente em Israel, “não tem experiência anterior em jornalismo”. Uma carta aberta assinada por 50 professores universitários de instituições americanas de prestígio cobrou o NYT por seu “silêncio” diante de “relatos convincentes questionando a integridade” da reportagem.

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