Dinho Ferrarezi – Vacina, Sinônimo Slogan

Dinho Ferrarezi

Afinal o que leva pessoas populares em decorrência de suas profissões, ocupadores de nossas telinhas de tevês, aderirem a um slogan sobre uma vacina, sem laudo, rastro e qualquer expectativa plausível de salvaguarda? É hipocrisia? Medo? Pura mentira? Placebo consentido? Por enquanto, apenas perguntas.

 

Antes de qualquer rótulo como negacionista (paciência é uma virtude), nunca na história houve alguma mobilização antivacina. Debate desta espécie quando existiu situava-se no campo dos cientistas, médicos, indústria farmacêutica, entre outros interligados. O que esta breve análise nos permite refletir (o que exige um grande exercício de boa vontade): Fica um convite para mais uma liberdade de pensamento, ou seja, desamarrarmos de qualquer imbecilidade coletiva, afinal quem concorda com tudo não concorda com nada.

 

Eu assisto com muita indagação o grande número de artistas, jornalistas e “influenciadores” em geral fazendo a campanha “Vacina sim”.

 

Beleza. Proponho a partir de agora a campanha “Vacina 50,38% sem segurança testada, sim”. E aí? Topa?

 

O governador de São Paulo, João Doria, torrou 90 milhões de dólares (aproximadamente R$ 476 milhões) com uma vacina “aprovada” com apenas 0,38% acima do exigido pela ANVISA para uso EMERGENCIAL. Vamos lá: A população está pagando esta cifra para ser cobaia de político. Uso emergencial não tem garantia, segurança, não foi testada, consequentemente não houve comprovação. Para comprovar é necessário tempo, não conseguimos acelerar o relógio (nem o Doria), portanto, não houve vitória da ciência, ocorreu uma narrativa política totalitária fantasiada de salvação. Foi a vitória da derrota.

 

As cifras só aumentaram desde a primeira picada. A conta fica para o executivo. O governo federal encampar a logística também serve de ferramenta analítica para todos nós.

 

Vale lembrar, sem testes suficientes em grupos de risco é no mínimo aceitável a desconfiança. Desconfiança não implica negação. Pouco se fala na SEGURANÇA, assim como pouco se fala nos seres invisíveis ao quarto poder, os seres abomináveis chamados cidadãos sem credencial para o Maracanã, cidadãos mulheres que apanham em praça pública (Araraquara tem guarda municipal no hall da fama), cidadãos compostos por famílias em praia tomando choque por nadar sem máscara (o Rio de Janeiro continua lindo), cidadãos querendo pagar boletos em redes bancárias, querendo fazer uma refeição em local comercial, em Curitiba, aglomerados na rua para o empresário não pagar multa (a capital do Paraná possui um Memorial Ucraniano _ vide história do comunismo), cidadãos presos por abrirem seu comércio em São Paulo (não bastou a algema CLT), cidadãos aglomerados em transporte público por todo o Brasil (Coronavírus não pega em ônibus), cidadãos aflitos sem oxigênio em Manaus (Covidão X Bolsonaro).

 

Muitos parênteses, eu sei. A vida é assim. Quem não questiona fica em linha reta e acaba em lockdown mental.

 

Não se trata de um raso discurso de conjuntura entre esquerda x direita. Toda estória possui dois lados, mas a história é uma só. Duas versões são aceitas, duas verdades não. O fato é único.

 

Aqui é apenas um ensejo para um desesperado apelo para a classe média. Basta um passeio estudioso na sociologia sem amarras ideológicas e/ou políticos de estimação para constatarmos que toda mobilização em que ascenderam os investimentos em geração de emprego, sistema educacional, saúde e muitos outros serviços, apenas ocorreram quando a classe média que sustenta, por meio do consumo e dos impostos toda a base econômica da sociedade esteve ativamente no front de batalha. Não se trata apenas de mentalidade econômica, enfatiza-se o comportamento populacional.

 

Os valores morais estão cada vez mais elásticos. Focando no Brasil, vivenciamos a cada dia o desmantelamento do que é certo e errado. Não cabe uma briga de crenças, cabe o factual.

 

Patrulhamento virou atividade essencial e lamentável no Brasil. O serviço essencial para um sujeito não é necessariamente o mesmo serviço essencial para o outro. O burro voluntário não assimila tamanha obviedade.

 

Em 11 de abril de 2020, eu já escrevia em minha rede social (Facebook): “Enzos e Valentinas dando broncas em idosos. Isto não é consciência prematura, pelo contrário, é a inversão de valores, a antinatureza, o bizarro, o macabro. Percebam como os ditadores enrustidos encontraram na histeria de um vírus o pretexto ideal para estendê-la ao máximo. Me arrisco a afirmar que esta situação é ainda mais preocupante que o controle social por meio da digitalização, exposto com detalhes por George Orwell”.

 

Passaram-se mais de dez meses e a situação piorou, porém, com meu otimismo impregnado nas veias, o que nem sempre é uma qualidade, continuo vendo o copo meio cheio, acreditando que os mesmos que me bombardearam com mensagens e falas sem calibre intelectual, dizendo em resumo que eu “deveria ter limite” (sic), agora surfam em desempregos e/ou são abordados por coleguinhas de trabalho dizendo coisas do tipo: “sobe a máscara”, “se eu me protejo eu te protejo”, “só comendo pode tirar a máscara”, “duas máscaras protegem mais que uma”. Em suma, insanidade total, aceitação por osmose. Consequentemente: irritação, elevação absurda de atestados médicos por estresse, depressão, ansiedade, e, claro, uma porcentagem significativa na conta da Covid-19. Afinal, atestado bom é atestado morto ou de quem hipoteticamente vai morrer. Viver agora é renunciar a vida. Estes mesmos hipócritas são os mesmos produtores de “Duas camisinhas protegem mais que uma”.

 

Diante de inúmeros atos ditatoriais do STF, decretos (não é lei) municipais permitindo descer o sarrafo em cidadãos de bem, ocultação de números em virtude de doenças represadas, o silêncio dos “humanistas” de plantão tornou-se ensurdecedor.

 

O analfabeto funcional não teve contato com a realidade, consequentemente, ele não alcança a verdade. Questões de moralidade e existencialismo estão diretamente ligados à funcionalidade cerebral e intelectual.

 

Existe uma diferença muito interessante entre o ignorante e o burro voluntário.  As máscaras (grande engodo) tornando-se estereótipo universal demonstram muito bem esta situação.

Dinho Ferrarezi, um cidadão com transtorno compulsivo pela verdade. Apegado à política, nunca ao político. Sem tempo para a imbecilidade coletiva. Defensor pleno da liberdade individual. Ilusões e sonhos guardados apenas para a arte.

 
Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
Assinar
Notificar
guest


Atenção: O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais ao autor, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

 

2 Comentários
Most Voted
Newest Oldest
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários
Patrícia

Que análise cirúrgica. Parabéns, Dinho!

Altamiro

Sabe aquela velha frase ” é uma critica construtiva”, pois é, as vezes nada tem de construtivas, pelo contrario, tem pessoas que criticam apenas para satisfazer seu ego, mostrar para si mesmo que sabe, que tem razão, Mas quem para si tanto quer provar muito pouco sabe de si. E se não sabe de si, não sabe de nada para mim. Julga-se esperto, embora, esperto mesmo é aquele que com uma critica destrutiva,consegue transformá-la em um belo de um conselho.

Site Criado Por Barata Cichetto - (16) 99248-0091