Dinho Ferrarezi – Qual é a do Pacheco?

Dinho Ferrarezi

A tirania começou de capa preta e estamos na fase vermelha. Vermelha de sangue. Sangue de mulher apanhando na rua. Sangue de cassetete em trabalhador. Vermelho de China. Sangue de policial surtando por não querer sangrar quem tem fome. Sangue de policial morto por policial que seguiu ordem de governador vermelho. Vermelho de comunismo. Sangue do Terror.

Se ainda não podemos afirmar que nunca estivemos tão perto de um impeachment de um ministro do STF, podemos, sem a menor sombra de dúvidas afirmar que, nunca estivemos tão bem respaldados para o impedimento de um togado.

 

Há quem se esconda. Há quem fique em cima do muro. Há também quem prefira deixar rolar para nãosoar chancela bolsonarista (sic). Há também, quem não abra mão do fetiche antibolsonarista, misturando “alhos com bugalhos” ou de maneira formal misturar o que é executivo e judiciário.

 

Permita-me contar um segredo: Você pode não gostar dos dois. Tá ok?

E qual é a do presidente do senado Rodrigo Pacheco?

 

Seu histórico contêm, por exemplo, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados do Brasil, onde validou as assinaturas das “Dez Medidas Contra a Corrupção” e presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Hoje, mais que qualquer números de votos que Pacheco tenha obtido em sua carreira política, sua credencial popularidade está centralizada numa decisão, levar adiante o processo de impeachment de um ministro do STF.

 

Trazendo Millôr Fernandes: “Se durar muito tempo, a popularidade acaba tornando a pessoa impopular”.

 

O autor da petição é o analista político e bacharel em direito, Caio Coppolla. O pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, contém até o momento 3 milhões de assinaturas, e, acredito que chegará facilmente a mais de 4 milhões nos próximos dias, facilmente. A solicitação foi protocolada pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO). Em um trecho do documento Coppolla afirma que a “representação se fundamenta em robusta denúncia por crimes de responsabilidade praticados por esse ministro”. 

 

Segundo o senador Kajuru, o mesmo se reuniu esta semana com Rodrigo Pacheco, pautando compartilhadas insatisfações sobre as diretrizes no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

 

Rodrigo Pacheco (DEM), recentemente, fechou suas redes sociais, causando certo alvoroço em Brasília, um misto de achismos circulando entre fuga ou estratégia.

 

O atual presidente do Senado está com a única arma que pode colocá-lo em status de precursor de uma medida urgente para o Brasil, visto que apenas o senado pode travar os excessos de Moraes, e, consequentemente deixar um grandioso recado para os companheiros de capa preta. E o mais interessante é que esta “arma” poderá não precisar das digitais do próprio Pacheco, sendo que seu voto será necessário apenas em caso de empate. Em suma, apenas precisamos que Rodrigo Pacheco faça jus ao seu mandato, ao seu atual posto, e siga a exigência das ruas.

 

Somente mediante votação aberta dos senadores, saberemos de fato quem possui rabo preso, embora não sejamos pegos de surpresa, porém, o fator crucial é identificarmos quem ainda está com o rabo preso e/ou pretende desvencilhar das armadilhas. E, não podemos descartar a oportunidade de possíveis injustiçados senadores (eu sei que é difícil imaginar, mas sejamos limpos no benefício da dúvida) que poderão mostrar para a população que eles estão lá com alguma proposição.

 

O efeito dominó ditatorial não tem fim. A partir do momento que assistimos influenciadores digitais,ativistas, jornalistas e até parlamentar (imunizado, segundo a Constituição) tendo suas liberdades cerceadas, encarcerados, sem ao menos um inquérito. A não ser que alguém considere O INCONSTITUCIONAL “INQUÉRITO DAS FAKENEWS”, instrumento inquisitorial, autoritário e censor.Uma canetada de um ministro do STF como peça inicial para a cascata que assanhou, inclusive, porradas em trabalhadores, asfixia econômica, carta branca a governadores e prefeitos para fazerem de tudo um muito com o dinheiro público (vide Covidão até fechamento de gôndolas de supermercados), não faltam motivos para o senado entrar para a história de maneira positiva.

 

Neste momento, o leitor mais “feroz” pode indagar, e com toda razão: “Maneira positiva é uma premissa do senado”. Eu concordo, sem ressalvas. E ainda complemento: A premissa é tão eloquente que o próprio senado é o responsável por sabatinar os ministros. Ou seja, quem está legitimado para sabatinar também está para validar o afastamento.

 

Mais uma vez, qual é a do Rodrigo Pacheco?

 

Um homem com conhecimento jurídico como advogado, um político conhecedor das entrelinhas do jogo de poder (independente da interpretação e posição), pode só com este julgamento em plenário, onde o ministro terá que se defender e pedir votos, mudar o ambiente e a relação de forças na Praça dos Três Poderes.

 

Não podemos de maneira alguma descartar a existência dos requerimentos bem embasados sobre os ministros Gilmar Mendes e Edson Fachin. Em contrapartida, embora difícil de engolir, é necessário frieza, utilizando outra máxima “O poder emana do povo”, visar um alvo de cada vez. E diante do apelo popular extraordinário em decorrência da irretocável petição realizada por Caio Coppolla, a mira é Alexandre de Moraes. Não podemos perder mais tempo. É o recado contra a tirania.

 

Coloque em votação, presidente! Coloque em votação, presidente!

 

Com todo respeito ao legado de Rui Barbosa, chegou a hora de substituirmos o ponto final por uma vírgula na frase: “A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer.”

Dinho Ferrarezi, um cidadão com transtorno compulsivo pela verdade. Apegado à política, nunca ao político. Sem tempo para a imbecilidade coletiva. Defensor pleno da liberdade individual. Ilusões e sonhos guardados apenas para a arte.

 
Compartilhe
  • 1
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
    1
    Share
Assinar
Notificar
guest


Atenção: O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais ao autor, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

 

0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver Todos os Comentários

Site Criado Por Barata Cichetto - (16) 99248-0091