Foto: Natacha Pisarenko - AP Photo

Crônica: Cesar Rey Xavier – Critico, Logo Existo!!!

Cesar Rey Xavier


Criticar é um verbo temido atualmente. Sob o jugo de certas forças institucionais, um de nossos direitos mais fundamentais, intrínseco à própria realidade do existir, vem sendo sorrateira e gradativamente cerceado. A crítica, em tempos de imposições do Estado, equivale à imunidade em tempos de pandemia. Sem a crítica, estamos à mercê de controles sociais invasivos, os mesmos que o visionário George Orwell tão bem descreveu e alertou no romance publicado nos anos 40, “1984”. Mas para enfrentar qualquer forma de pandemia, seja ela viral ou estatal, é preciso despertar a própria autonomia. E aí nos damos conta de que o verdadeiro inimigo não está lá fora, mas dentro, em nosso medo. O jugo do Estado não está em leis ou decretos absurdos e insanos, mas em nossa subserviência, para não dizer dependência, em relação ao que vem de cima. O povo brasileiro ainda engatinha com respeito à maturidade requerida quando é necessário interpretar com bom senso aquilo que se apresenta. O controle das mídias não está nelas mesmas, mas na fragilidade que há em muitas pessoas em sequer conseguirem mudar o canal da TV. O gado só é rebanho porque é conduzido, e só é conduzido porque não pensa com “os próprios chifres”. Toda forma de controle invasivo é sempre uma forma de psicopatia. Mas esta só recrudesce quando percebe a fragilidade, a esquizofrenia. “Esquizo” significa “divisão”. Ainda somos um povo dividido. Não porque não somos unidos. O “buraco é mais embaixo”. A divisão já começa em nossa própria consciência, a partir da intimidade de cada indivíduo, quando deixamos de dizer o que pensamos frente a alguém que está sendo falso conosco, ideologicamente tendencioso ou abusivo. Quando deixamos de ser fiéis a nós mesmos pelo medo de ficarmos sozinhos. Quando deixamos de efetuar a mudança que a vida nos anuncia pela preguiça de sairmos de nossas zonas de conforto. É precisamente em fragilidades assim que a grande mídia investe. Investe em nossas variadas formas de medo. O medo de ficarmos sozinhos, isolados, de sermos tachados disso ou daquilo, o medo de morrer devido ao vírus, e tantos outros. Neste andar da trôpega carruagem social, os que se deixaram dominar pelo pânico não se apercebem de que uma parte deles já morreu, aquela que alude à autonomia supracitada, à liberdade de ir e vir, à consciência de avaliar, ponderar, desconfiar e criticar. Quando o “indivíduo social”, enfim, se encontra dividido, não há como o povo ser unido. E quando a crítica é tolhida, não há como a sociedade se tornar florida.


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Genecy

O ato de criticar, nos dias que correm, é um ato de subversão, principalmente quando o objeto/alvo da crítica tem o poder de intimidar o crítico.

A pior ditadura é a do medo, esse sentimento que une as pessoas em benefício de uns e de outros. A liberdade individual está cada vez mais “normatizada” e, em breve, poderá ser classificada como exótica.

Thank You, Mr. Orwell, por nos advertir.

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