Cândido Lemos Carneiro – Solidão

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Cândido Lemos Carneiro


Solidão, tornas-me a vida sem sentido,
melancolia em que impera o desprazer.
Eis o sentimento de que estou envolvido,
perdido em algo raro de amargo padecer.

Momentos há em que tão sós, perdidos,
nos achamos qual folhagem em ventania,
a rolar dispersa pelo chão, desiludidos,
sem o amparo de acolhedora companhia.

Meditação poderá ser o reencontro
da serenidade um dia aquém perdida,
mas poderá ser senão o desencontro
do que me resta ater no final da vida.

Insensatez cruel que me persegue,
querendo tirar-me a frágil confiança,
e deixar-me assim à solidão entregue,
ao levar o que me resta de esperança.

Mas a fé e luta em mim inabaláveis
relutam em superar a todas as agruras,
trazendo a força e a paz irretocáveis,
levando-me ao espaço em celestes alturas.

Poesias do livro “Reflexões Poéticas“, Letra Capital Editora ([email protected]), 2023.

Cândido Lemos Carneiro,  nascido em 1935, arquiteto aposentado. – Rio de Janeiro – RJ

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