Barata: Sexo, Poesia e Rock’n’Roll – Parágrafo 40

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Barata Cichetto


Como deu para perceber, os últimos três anos foram de intensa criatividade, de uma “produção” artística que eu nunca experimentara, seja em tamanho ou em qualidade. E um par de fatores foram preponderantes nisso. O primeiro foi uma espécie de juramento que eu fiz quando do fim do meu terceiro casamento, que por ninguém eu jamais abriria mão os meus sonhos e objetivos. Sentia-me sozinho mas totalmente livre, o tempo era meu inimigo, e eu, por quase vinte anos deixara de lado meus sonhos, e eles agora me cobravam pelo atraso. Eu tinha mais de cinquenta anos e era preciso “tirar o atraso”. Mas o que eu não sabia era que, ao contrario do que eu pensava, ser a solidão o fator e o preço da liberdade e da criação, tal juramento abriu meus olhos para o mundo de uma forma que eu nunca enxergara. E assim, com todas as portas da percepção abertas que entrou em minha existência a minha atual companheira, Izabel Cristina, que soube compreender e apoiar meu trabalho. Então, o trinômio Sexo, Poesia e Rock’n’Roll pode agora compartilhar o mesmo espaço, o mesmo reduto, sem que eu tenha que abrir mão de nada em detrimento de sentimentos pequenos e egoístas. Sensual, carinhosa, amiga e principalmente sempre disposta a esperar que do sonho nasça o feijão, a Bell sonha comigo e nunca amaldiçoa meus sonhos, mesmo que deles não nasçam feijões.

Do Livro: Barata: Sexo, Poesia e Rock’n’Roll (Uma Autobiografia Não Autorizada)
Editor’A Barata Artesanal, 2012
(ESGOTADO)

Barata Cichetto, 1958, Araraquara – SP, é poeta, escritor. Viveu a vida entre Sexo, Poesia e Rock’n’Roll. Criador e Editor do Agulha.xyz e  Livre Pensador.

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