Barata: Sexo, Poesia e Rock’n’Roll – Parágrafo 35

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Barata Cichetto


Desde a época em que comecei a trabalhar com Internet , construí muitos sites para puteiros, putas e correlatos, mas sempre era um trabalho contratado, como foi em 2001/2002, com os websites para o Baços, Medieval e Connection, do mesmo dono. Tinha feito um outro, para uma “amiga de um amigo”, a Syanny… Mas em 2007 uma ideia me pegou: porque não juntar o útil ao muito prazeroso? Navegando na Internet, encontrei o contato de uma garota de programa que assina “Monica Casada”. Mônica Dias… Tem um blá-blá-blá, de que é casada e tal.. entrei em contato com ela e depois da troca de algumas correspondências eletrônicas, o telefone e a minha proposta: eu faria um website para ela e o pagamento seriam algumas noites de sexo. Uau! Sou um gênio! Uma tarde de sábado marcamos, num Hotel na Lapa. Carreguei câmera fotográfica e ao chegar ao hotel tomei um susto. A desgraçada era uma tranqueira absurda. As fotos na Internet deviam ser de uns 10 ou 15 anos antes, pois ela era caída mesmo. Peitos moles, bunda despencada… Um horror. Mas, como prega o antigo ditado, estava no Inferno e iria abraçar o Cão.. Ou melhor, foder a cadela. Gosto muito de, digamos, chupar manga antes de tomar o leite… Mas aquela manga, cacete, fedia demais. Nunca vi uma buceta feder tanto. Desisti de chupar manga e resolvi só comer o cão, ou a cadela que seja, mesmo. Mas a danada além de caída se achava a rainha, cheia de exigências, cheia de pudores… Uma merda! Nem preciso arrematar que o acordo comercial não foi concluído…

No final do ano de 2008, fui convidado pelo antigo parceiro a quem eu tinha muito ajudado divulgando sua banda e tinha de certa forma dado metade do premio que ele ostentava, a ter um programa próprio numa Webradio que ele estava gerenciando. Com relação a rádio tinha apenas o sonho, mas nenhuma experiência. Passei dois meses estudando, aprendendo os “softwares” de edição, enfim produzindo o primeiro programa. Era final de ano, pouco mais de um ano depois de meu casamento, e a data marcada para a estreia do Rádio Barata. No dia marcado, quebrei um pau daqueles de não sobrar pedra sobre pedra com minha esposa e nos separamos. Nem tive como acompanhar a estreia do programa, pois fui dormir num hotel, completamente bêbado, esperando o dia seguinte para apanhar minhas coisas. Fui para o único porto seguro que sabia então, a casa de meus pais. Mas ali, como não tinha acesso a banda larga de Internet, as dificuldades de trabalho e montar esses programas de rádio era um problema. Cheguei a levar o programa pessoalmente no escritório do dono da rádio em CD.

Não acredito que Rock seja algo podre, nojento, sujo… Ele também pode ser assim, mas pode também ter um tom mais adocicado, mais amargo, mais… Mais o que quiser.. O Rock é o que quiser, embora muita gente não entenda. E por causa de um programa com um tom diferente daquilo que o “gerente” da rádio gostava, acabei sendo demitido. Minha cabeça estava totalmente sem rumo, novamente e naquele momento os pensamentos não tinham a clareza necessária. Claro que cometi alguns erros, como o de aceitar publicar em A Barata, um texto assinado sob pseudônimo criticando a banda Pedra. Na verdade não era nem criticando diretamente nenhum dos músicos, mas dizendo que a banda era “chata e pretensiosa”. A coisa se transformou num pandemônio, numa confusão desgraçada, com Xando Zupo, o guitarrista da banda ameaçando me processar e coisas assim. Dias depois, meu ex-amigo, fez uma entrevista com ele e os dois meteram paulada nas minhas costas. Fiquei sabendo disso por intermédio de um amigo que escutou, gravou e me mostrou posteriormente. O mais interessante nisso é que o entrevistador, meu “ex-parceiro”, dias antes da estreia do meu programa em sua rádio, fez uma entrevista comigo. Terminada a entrevista, onde eu dei a entender que também não curtia muito o trabalho do Pedra, ele me confessou achar “um chute no saco!”. Coisas do hipócrita mundo do Rock. Em 2010, durante o programa na Rádio Cultura, o Radar Cultura, de Alceu Maynardi, onde eu participei como convidado e Xando e Luiz Domingues eram as estrelas convidadas, nos encontramos novamente. Sem rusgas, sem nenhum ranço. A banda Pedra acabou pouco tempo depois.

Do Livro: Barata: Sexo, Poesia e Rock’n’Roll (Uma Autobiografia Não Autorizada)
Editor’A Barata Artesanal, 2012
(ESGOTADO)

Barata Cichetto, 1958, Araraquara – SP, é poeta, escritor. Viveu a vida entre Sexo, Poesia e Rock’n’Roll. Criador e Editor do Agulha.xyz e  Livre Pensador.

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