A Arca do Barata – Sexo, Drogas & Rock’n’Roll na Era Pré-Internética

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Barata Cichetto


Drogas sempre foram drogas. Relatos de uso de drogas químicas até na pré-história. Coisa e tal e tal e coisa. Mas na Era Pré-Internet drogas tinham um uso, um porque e um conceito diferentes. Timothy Leary, o chamado “Papa do LSD”, construía e distribuía suas experiências mundo afora. A droga era usada, da mesma forma que índios, como instrumento de libertação criativa e espiritual. As pessoas sabiam porque a consumiam. E principalmente porque NÃO a consumiam. Ele fiquei do lado do NÃO, sempre estou do lado do NÃO. E nunca aceitei. Mas, confesso, não por qualquer questão moral, social ou religiosa. Apenas porque tenho uma personalidade extremamente viciada. Me vicio em tudo o que faço, de trabalho à amores, de sexo à cigarros e assim por diante. E se pouco adianta eu querer falar qualquer coisa sobre o assunto, uma eu falo: eu não estaria agora, neste momento, digitando em um computador um texto. Estaria enterrado e podre. Foi simplesmente uma escolha, um caminho.

A seguir, um outro texto escrito há bastante tempo, onde eu relato. Apenas que em tal texto esqueci de contar que, quando eu usava isso com meus amigos era muito mais respeitado: “Eu não preciso de drogas, irmão. Já sou louco por natureza!” Bingo!

10/14/2008

--- Belchior, Alucine-se! ---

“A minha alucinação é suportar o dia a dia e o meu delírio é experiência com coisas reais.”

Esta frase, da música “Alucinação” foi o toque decisivo pra mim. Em 1976 eu tinha 18 anos, freqüentava shows de Rock e tinha companhias, digamos, estranhas. A influência para o uso de drogas era muito grande. Embora meu caráter, aliado ao medo me impedisse de experimentar, muitas vezes, principalmente em momentos de “Teenage Depression”, me impelia. Foi nesse momento, que esse toque de Belchior me deu a solução, a decisão e a desculpa que eu precisava. E eu usei aquela frase – e uso até hoje com meus filhos, como um motivo totalmente lúcido contra as drogas. Obrigado, Belchior.

1/1/1997

Barata Cichetto, 1958, Araraquara – SP, é poeta, escritor, tem uma arca na cabeça. Criador e Editor do Agulha.xyz e  Livre Pensador.

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